terça-feira, 17 de maio de 2011

CRUZEIRO ESPORTE CLUBE CAMPEÃO MINEIRO 2011

Cruzeiro vence o Atlético por 2 a 0 e é o campeão mineiro de 2011

Time celeste joga no ataque e derrota o arquirrival na Arena do Jacaré


Confira as imagens da comemoração celeste em Sete Lagoas

Na Arena do Jacaré totalmente tomada pelos torcedores do Cruzeiro, a festa foi azul. O time da Toca da Raposa, que vinha de eliminação precoce na Copa Libertadores e que perdeu o confronto de ida para o Galo por 2 a 1, mostrou poder de reação, jogou para ser campeão mineiro e alcançou o objetivo neste domingo, ao vencer por 2 a 0. A forte marcação atleticana suportou até aos 30 minutos do segundo tempo, quando Wallyson abriu o placar. Aos 41, Gilberto selou a conquista.

Galeria de fotos: veja os lances da vitória do Cruzeiro diante do Atlético

Defesas levam a melhor nos 45 minutos iniciais

Como já era esperado, coube ao Cruzeiro buscar o ataque. Com maior movimentação e imprimindo velocidade, o time da Toca da Raposa ameaçou mais. Porém, pouco espaço encontrou para finalizar.

Já o Atlético não foi bem ofensivamente. Diferentemente do prometido durante a semana, o Galo não foi agressivo. Recuado, o Galo segurou o rival, mas não acertou a ligação entre o meio-campo e o ataque.

Nos primeiros 20 minutos, ninguém conseguiu concluir com perigo. A primeira chance só surgiu aos 22 minutos, quando Thiago Ribeiro cruzou e Roger completou. O goleiro atleticano Renan Ribeiro defendeu. A resposta do Atlético foi com Mago Alves, mas o chute saiu longe do gol. O Cruzeiro continuou em cima. Numa cobrança de falta de Roger, Renan Ribeiro fez outra boa defesa.

Somente aos 32 minutos, o Galo encaixou um contragolpe. Renan Oliveira lançou Magno Alves, que foi travado no momento da finalização.

Ao final do primeiro tempo, o armador Roger analisou o jogo: “A gente sabia que ia encontrar isso. Estamos jogando contra um paredão, temos que martelar para ver se uma hora a gente quebra o paredão. Temos mais 45 minutos para fazer o gol”, disse.

Já o meia-atacante Mancini destacou: “Não jogamos bem na parte ofensiva, defensivamente fomos bem”, disse. “Agora temos de manter a posse de bola, mostrar tranquilidade e personalidade no segundo tempo.”

Prêmio ao time que buscou o gol

O Atlético voltou com duas alterações. Saíram Renan Oliveira e Mancini para as entradas de Leleu e Richarlyson. Mas a postura continuou defensiva.

Já o Cruzeiro foi só ataque. Lamentou dois lances. Aos seis minutos, depois do escanteio, Gil cabeceou e a bola saiu raspando. Cinco minutos depois, Thiago Ribeiro rolou para Roger, que bateu rente à trave.

Mesmo recuado, o Atlético teve chances, ambas com Magno Alves, aproveitando erros da defesa celeste. Na primeira, ele chutou forte e Fábio defendeu. Na segunda, aos 28 minutos, a melhor oportunidade da partida. O atacante recebeu livre, cara a cara com Fábio, mas demorou a chutar, perdendo a bola.


Dois minutos depois, o Galo pagou caro. De tanto insistir, o Cruzeiro foi premiado. Wallyson fez boa jogada e bateu no canto para abrir o placar e explodir a Arena do Jacaré totalmente tomada por cruzeirenses.

A partir daí, o jogo mudou. O Atlético foi para o ataque e o Cruzeiro armou o contragolpe. Os celestes por pouco não ampliaram, aos 35, quando Wallyson chutou forte e Renan Ribeiro espalmou. Aos 41 minutos, Serginho fez falta dura em Thiago Ribeiro e, já amarelado, acabou expulso.

No minuto seguinte, o Cruzeiro selou sua conquista. Na cobrança de falta, Gilberto mandou a bomba e a festa azul tomou conta da Arena. Nem mesmo a expulsão de Gilberto, aos 44 minutos, diminuiu a alegria cruzeirense. Depois de substituído, Roger também recebeu o cartão vermelho. Final: 2 a 0.

CRUZEIRO X ATLÉTICO


CRUZEIRO
Fábio; Leandro Guerreiro, Victorino, Gil e Everton (André Dias, 18min 2ºT); Marquinhos Paraná, Henrique (Fabrício, 27min 2ºT), Roger (Leo, 32min 2ºT) e Gilberto; Thiago Ribeiro e Wallyson.
Técnico: Cuca

ATLÉTICO
Renan Ribeiro; Patric, Réver, Leonardo Silva e Guilherme Santos (Bernard, 13min 2ºT); Serginho, Fillipe Soutto, Giovanni e Renan Oliveira (Leleu, intervalo); Magno Alves e Mancini (Richarlyson, intervalo)
Técnico: Dorival Júnior

Motivo: Joga de volta da decisão do Campeonato Mineiro
Estádio: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas
Data: 15 de maio de 2011

Gols: Wallyson, 30min 2ºT, Gilberto, 41min 2ºT

Árbitro: Wilson Luiz Seneme (Fifa-SP)
Assistentes: Emerson de Augusto Carvalho (Fifa-SP) e Marcelo Carvalho Van Gasse (Fifa/SP)

Cartão amarelo: Leonardo Silva, Mancini, Bernard (ATL); Victorino, Gil, Gilberto, Leandro Guerreiro (CRU)
Cartão vermelho: Serginho (ATL); Gilberto, Roger (CRU)

Público: 17.384 pagantes
Renda: R$ 293.414, 00

terça-feira, 10 de maio de 2011

Atlético sai na frente, faz 2 a 1 e inverte vantagem do Cruzeiro na decisão

Time celeste perde primeiro duelo e precisa ganhar segundo clássico, no domingo


O Atlético saiu na frente no primeiro duelo da decisão do Campeonato Mineiro. Mais efetivo no primeiro tempo, o Galo derrotou o Cruzeiro por 2 a 1, neste domingo, na Arena do Jacaré, e ficou a um empate de conquistar o bi estadual. Mancini e Patric fizeram os gols do alvinegro, enquanto Wallyson descontou para os celestes. Além de ficar mais perto de conquistar o troféu pela 41ª vez, o time atleticano quebrou um tabu envolvendo os últimos clássicos. Foi o primeiro triunfo de um mandante no principal dérbi regional, em quatro confrontos com torcida única.

VEJA AS IMAGENS DO CLÁSSICO

Para se recuperar e conquistar o 37º título estadual, o Cruzeiro precisa vencer por um gol de diferença o jogo da volta, no próximo domingo, novamente em Sete Lagoas. No segundo e decisivo duelo, a exemplo do clássico deste domingo, quando só a torcida do Galo teve acesso ao estádio, será a vez de os cruzeirenses atuarem com o apoio dos torcedores.

O Atlético quebrou um tabu que durou nos três últimos clássicos, sem o Mineirão. Pela primeira vez, o time mandante, atuando com torcida única, conseguiu derrotar o arquirrival. Até então, Cruzeiro e Galo venceram com torcida contra, sendo dois triunfos alvinegros e um celeste. Dessa vez, os atleticanos souberam aproveitar o apoio da massa, seguraram a pressão do adversário no segundo tempo e conquistaram importante vitória.

O jogo

Aproveitando o fato de jogar com o apoio maciço da torcida, o Atlético foi para cima e quase abriu o placar logo no primeiro minuto. Mancini tocou para Magno Alves, a defesa celeste parou e Fábio saiu bem, atrapalhando a conclusão do atacante. Estava desenhada ali a estratégia do Galo: chegar com velocidade às laterais, já que o adversário tinha dois jogadores improvisados, Pablo, na direita, e Everton, na esquerda.

O Atlético manteve o ritmo nos primeiros minutos e saiu na frente aos 4min, em jogada que Mancini recebeu falta pela esquerda, aparecendo bem nas costas de Pablo. O próprio Mancini cobrou e mandou a bola para as redes de Fábio, que ficou apenas assistindo e não esboçou reação: 1 a 0.

O gol deixou a torcida ainda mais animada, mas o Cruzeiro, experiente, não se abalou. Procurou sair jogando ao seu estilo, dominando o meio-campo na base do toque de bola. O time celeste começou a incomodar mais os alvinegros, como no chute de Gilberto, bem defendido por Renan. Os azuis cresceram na partida, aproveitando os espaços deixados pelos volantes atleticanos.

Montillo começou a aparecer mais e levou o Cruzeiro ao empate. Aos 26min, ele puxou contra-ataque pelo meio e deixou Wallyson em condições de marcar. O atacante dominou e chutou no canto direito de Renan Ribeiro: 1 a 1. Foi o suficiente para parte da torcida do Galo eleger como ‘alvo’ o lateral-direito Patric, vaiado quando era acionado.



O Cruzeiro tentou manter o predomínio no meio-campo, mas a defesa celeste se complicou em alguns lances e dava sinais de insegurança. Em várias ocasiões, os atacantes alvinegros surgiam na frente de Fábio. E foi em um lance desse tipo que o Galo voltou a ficar em vantagem. Aos 36min, Magno Alves, que apareceu com bons passes no primeiro tempo, descobriu Patric penetrando livre pela direita. O lateral chutou cruzado, à direita de Fábio, e calou as vaias da torcida com o segundo gol alvinegro: 2 a 1.

O jogo ficou parado em alguns instantes, depois que Wallyson foi atingido por um objeto que veio das cadeiras. Quando a partida recomeçou, o panorama não mudou. O Atlético continuou insistindo nas laterais, enquanto o Cruzeiro procurava chegar no toque de bola. Na última oportunidade, Mancini recebeu na entrada da área e chutou forte, por sobre o gol de Fábio.

Segundo tempo

O Cruzeiro voltou a campo com uma alteração. Cuca mandou a campo Leandro Guerreiro, sacando Pablo, que saiu contundido. A substituição até surtiu efeito, já que o time celeste reforçou a marcação pelo lado direito da defesa, setor bem explorado pelo Galo no primeiro tempo. Os azuis aumentaram o ritmo em busca do empate, enquanto os alvinegros retornaram sem o mesmo ímpeto da etapa inicial, procurando cuidar mais do combate.

Mais seguro, o Cruzeiro atacou mais, mas sem levar muito perigo ao gol de Renan Ribeiro. Do lado atleticano, Mancini e Magno Alves já não conseguiam incomodar como no primeiro tempo. A tática do Galo ainda era explorar os contragolpes, mas faltava um homem de área para concluir os lances. Tanto que Dorival Júnior apostou na velocidade de Neto Berola, lançado no lugar de Magno Alves. A ordem era ter uma opção para jogar pelos flancos.

Cuca mexeu novamente, trocando Ortigoza por Fabrício, que entrou em campo disposto a arrumar confusão, por causa das provocações e entradas mais ríspidas. O Cruzeiro teve mais posse de bola, mas sem objetividade, já que não conseguia penetrar na defesa adversária. Na melhor oportunidade, Gilberto acertou a trave de Renan Ribeiro e Montillo não aproveitou o rebote. Em outra chegada perigosa dos azuis, Wallyson desviou de cabeça, mas não o suficiente para vencer Renan Ribeiro, que defendeu firme. O time celeste ainda perdeu o argentino Montillo, expulso depois de falta mais forte em Giovanni.

ATLÉTICO 2 X 1 CRUZEIRO


Atlético: Renan Ribeiro; Patric, Réver, Leonardo Silva e Guilherme Santos; Serginho, Fillipe Soutto, Giovanni e Bernard (Daniel Carvalho); Mancini (Wendel) e Magno Alves (Neto Berola)
Técnico: Dorival Júnior

Cruzeiro: Fábio; Pablo (Leandro Guerreiro), Gil, Victorino e Everton; Marquinhos Paraná, Henrique, Gilberto (Dudu) e Montillo; Ortigoza (Fabrício) e Wallyson
Técnico: Cuca

Motivo: primeiro jogo da final do Estadual
Estádio: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas
Data: domingo, 8 de maio
Gols: Mancini, 4min, Wallyson, 26, Patric, 34min do 1ºT
Árbitro: Paulo César de Oliveira (Fifa-SP)
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho (Fifa-SP) e Roberto Braatz (Fifa-PR)
Cartões amarelos: Serginho, Neto Berola (ATL); Ortigoza, Fabrício (CRU)
Cartão vermelho: Montillo
Pagantes: 17.729
Renda: R$ 120.640

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Cruzeiro goleia de novo e vai com moral e vantagem para a decisão do Mineiro

O 11º triunfo seguido no ano teve gols de Edcarlos (2), Pedro Ken, Dudu e Farías


Com mais uma goleada, dessa vez por 5 a 1, o Cruzeiro confirmou neste domingo, na Arena do Jacaré, sobre o América-TO, a sua passagem à decisão do Campeonato Mineiro, quando terá como adversário o arquirrival Atlético. No jogo de ida, realizado em Teófilo Otoni, os celestes já haviam vencido por 8 a 1. O 11º triunfo seguido teve gols de Edcarlos (2), Pedro Ken, Dudu e Farías.

O zagueiro Rodrigo Sena descontou para a equipe do Vale do Mucuri.

Mesmo jogando com apenas dois titulares, o Cruzeiro foi amplamente superior ao adversário e mostrou entrosamento de equipe titular. A vitória avalizou mais uma vez a força do elenco.

Com essa nova goleada, o Cruzeiro vai à decisão com moral. O time dirigido por Cuca ainda terá a vantagem de jogar por dois empates ou vitória e derrota pelo mesmo saldo de gols, uma vez que fez a melhor campanha na fase de classificação do Estadual.

Vitória sai dos gols de Roger

Mesmo contando com apenas dois titulares, o Cruzeiro foi melhor no primeiro tempo e conseguiu envolver o América-TO com boas trocas de passes. Até os 15 minutos, três chances foram criadas, duas com o argentino Farías e uma com o paraguaio Ortigoza.

No entanto, os dois gols cruzeirenses saíram de jogadas de ‘bola parada’. Aos 17, Roger cobrou escanteio da direita, Pedro Ken escorou e o zagueiro Edcarlos completou para as redes: 1 a 0.

Aos 21 minutos, o meia Roger levantou a bola na área, em cobrança de falta, novamente pela direita, e o volante Pedro Ken marcou no canto direito de Fábio Noronha, após desvio de cabeça: 2 a 0.

Depois do segundo gol cruzeirense, o América-TO se arriscou mais e conseguiu marcar, também em lance de falta pela direita. Depois da cobrança, o zagueiro Rodrigo Sena se antecipou ao zagueiro e ao goleiro Rafael, que saiu mal pelo alto, e concluiu de cabeça: 2 a 1.

A partida perdeu um pouco de velocidade no primeiro do primeiro tempo e os times só voltaram a ter chances no fim. Aos 43, Roger recebeu passe de Farías e arrematou à direita de Fábio Noronha. O América respondeu aos 44, com chute perigoso de Bruno Barros.

Vitória se transforma em nova goleada

O Cruzeiro voltou a campo com Leandro Guerreiro no lugar de Marquinhos Paraná, que já tinha cartão amarelo. No América-TO, o goleiro Eládio substituiu Fábio Noronha, contundido no ombro.

O terceiro gol cruzeirense saiu após nova falta cobrada por Roger, da direita. Ele levantou na área e o zagueiro Edcarlos marcou o mais belo gol da partida, com um chute de voleio, no canto direito: 3 a 1.


Aos cinco minutos, o árbitro pernambucano Cláudio Luciano Mercante Júnior expulsou o lateral-esquerdo Bruno Barros, do América, por atingir o meia Dudu, do Cruzeiro, com uma bolada no peito. No mesmo lance, o jogador cruzeirense foi advertido.

O Cruzeiro seguiu soberano, tocando bem a bola e criando seguidas chances. Farías era muito acionado e acertou mais duas bolas na trave, uma em impedimento e outra após falta no goleiro Eládio.

Se não marcou, ao menos o argentino contribuiu com o gol mais bonito da partida, numa bela troca de passes de primeira na entrada da área. Na jogada iniciada por Dudu, a bola ainda passou pelos pés de Pedro Ken. Farías foi autor de assistência. Com o gol aberto, Dudu só teve o trabalho de completar para as redes de Eládio: 4 a 1.

Logo após o gol, Gilberto substituiu Roger no Cruzeiro. Henrique ganhou a vaga de Kássio no América. Instantes depois, o atacante André Dias substituiu o volante/meia Pedro Ken, que atuou bem.

Aos 29 minutos, Gilberto assustou o goleiro com chute na trave esquerda.

A vitória foi completada, com justiça, com gol de Farías, que lutou todo o tempo. Dudu fez jogada individual pela direita aos 44, cruzou na boca do gol e o argentino desviou com categoria: 5 a 1. (UAI)

CRUZEIRO 5 X 1 AMÉRICA-TO

Cruzeiro
Rafael; Diego Renan; Leo, Edcarlos e Everton; Marquinhos Paraná (Leandro Guerreiro, intervalo), Pedro Ken (André Dias, 30min 2ºT), Roger (Gilberto, 28min 2ºT) e Dudu; Ortigoza e Farías.
Técnica: Cuca
América-TO
Fábio Noronha (Eládio, intervalo); Osvaldir, Junior Pereira, Rodrigo Sena e Bruno Barros; Araújo, Luizinho, Kássio (Henrique, 28min 2ºT) e Wellington Bruno; Chris e Leandrinho (Flavinho, 17min 2ºT).
Técnico: Gilmar Estevam

Motivo: Jogo de volta da semifinal do Campeonato Mineiro
Estádio: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG)
Data: 1º de maio, domingo, às 16h (de Brasília)

Gols:
Edcarlos (Cruzeiro), 17min 1ºT
Pedro Ken (Cruzeiro), 21min 1ºT (de cabeça)
Rodrigo Sena (América-TO), 24min 1ºT (de cabeça)
Edcarlos (Cruzeiro), 3min 2ºT
Dudu (Cruzeiro), 27min 2ºT
Ernesto Farías (Cruzeiro), 44min 2ºT

Árbitro: Cláudio Luciano Mercante Júnior (CBF/PE)
Auxiliares: Cleriston Clay Barreto Rios (CBF/SE) e Fábio Pereira (CBF/TO)

Cartão amarelo:
Kássio (América-TO), 21min 1ºT
Marquinhos Paraná (Cruzeiro), 27min 1ºT
Dudu (Cruzeiro), 5min 2ºT
Everton (Cruzeiro), 8min 2ºT

Cartão vermelho:
Bruno Barros (América-TO), 5min 2ºT (direto)

Pagantes: 4.037
Renda: R$ 35.469,43

Galo carimba vaga na decisão com nova vitória de virada sobre o América

Alvinegro vence por 2 a 1 e confirma classificação à final do Campeonato Mineiro


O Atlético é finalista do Campeonato Mineiro. E não precisou fazer uso da vantagem adquirida no jogo de ida contra o América. Depois de vencer por 3 a 1 no domingo passado, o Galo voltou a derrotar o rival neste sábado, novamente de virada, mas desta vez por 2 a 1, na Arena do Jacaré. Na decisão, o Alvinegro só não fará o clássico com o Cruzeiro se ocorrer um milagre neste domingo. O arquirrival atleticano só perder a vaga se for derrotada pelo América-TO por diferença de oito ou mais gols.

Galo segura o Coelho

Consciente, o Atlético soube administrar a vantagem. Segurou o América, sem dar espaços para o rival trabalhar a bola. E o Alvinegro foi além da boa postura defensiva. Com a bola dominada, o time não ficou tocando de lado. Como havia prometido durante a semana, o Galo não se acomodou com a vantagem, procurou sair para o ataque, acionando Mancini e Magno Alves.

Aos seis e sete minutos, a equipe atleticana criou as primeiras chances, em chutes de Mancini e Serginho. Aos 12, foi a vez de Magno Alves perder boa oportunidade, ao bater por cima do gol. A melhor chance do Atlético foi aos 23 minutos, quando Mancini driblou Micão e bateu na saída de Flávio, que fez grande defesa. Aos 32, o goleiro foi novamente exigido, num chute de Fillipe Soutto de fora da área.

Lento e sem conseguir penetrar na área alvinegra, o América só levou perigo na bola parada. Aos 35 minutos, o goleiro Renan Ribeiro espalmou para escanteio na finalização de cabeça depois da cobrança de falta na área. Aos 44, após o escanteio, Renan Ribeiro não cortou e Eliandro quase fez de cabeça.

Expulsão relâmpago não desestabiliza o Galo


O roteiro da partida ganhou novo ingrediente aos 20 segundos, tempo total da presença do volante Richarlyson em campo. Ele entrou no lugar de Renan Oliveira e acabou expulso no primeiro lance. Saiu de campo revoltado: “O Sheslon fez a falta em mim, eu falei 'Abade, foi falta'. Ele foi e me expulsou”.

O América cresceu no jogo e abriu o placar aos 14 minutos. Depois do lançamento na área, Guilherme Santos não percebeu Sheslon na jogada e deixou a bola passar. O lateral tocou de cabeça e Luciano completou para as redes.

Porém, o Atlético não se desestabilizou. Mesmo com um jogador a menos em campo, foi para o ataque. Aos 19 minutos, empatou. Giovanni Augusto fez ótima jogada e deixou a bola para Magno Alves. O artilheiro girou e mandou para as redes. Dois minutos depois, a virada. No contra-ataque, Serginho foi lançado, invadiu a área e bateu na saída de Flávio: 2 a 1.

ATLÉTICO X AMÉRICA

ATLÉTICO
Renan Ribeiro; Patric, Werley, Réver e Guilherme Santos; Serginho, Fillipe Soutto, Giovanni Augusto e Renan Oliveira (Richarlyson, intervalo / expulso); Mancini (Neto Berola, 45min 1º) e Magno Alves (Leleu, 38min 2ºT).
Técnico: Dorival Júnior

AMÉRICA
Flávio; Sheslon, Gabriel, Micão e Rodrigo (Daniel Lovinho); Leandro Ferreira, Luís Ricardo (Luciano, 38min 1ºT), Camilo (Moisés, 26min 2ºT) e Irênio; Eliandro e Fábio Júnior.
Técnico: Mauro Fernandes.

Motivo: Jogo de volta da semifinal do Campeonato Mineiro
Estádio: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas
Data: 30 de abril de 2011

Gols: Luciano, 14min 2ºT; Magno Alves, 19min 2ºT; Serginho, 21min 2ºT

Árbitro: Cléber Wellington Abade (SP)
Assistentes: Bruno Boschilia (PR) e Thiago Gomes Brígido (CE)

Cartão amarelo: Renan Oliveira, Neto Berola (ATL); Camilo, Irênio, Moisés (AME)
Cartão vermelho: Richarlyson, 20 segundos 2ºT (ATL)

Pagantes: 16.132
Renda: R$ 79.142,00

sábado, 30 de abril de 2011

Atlético x América - confirmação ou reviravolta?

Galo conta com boa vantagem para chegar à decisão do Estadual, mas Coelho promete lutar até o fim para sair da Arena do Jacaré classificado


Atlético e América decidem neste sábado, a partir das 18h30, na Arena do Jacaré, quem será finalista do Campeonato Mineiro. O Galo já deu o primeiro passo. Venceu o jogo de ida por 3 a 1 e agora pode até perder por dois gols de diferença que fica com a vaga.

Apesar da boa vantagem, no Atlético o discurso é de respeito ao Coelho: "Temos exemplos claros de que, se você começar a pensar um degrau acima, acaba nem fazendo sua obrigação. Temos uma vantagem, mas que é momentânea e pode ser revertida em 90 minutos", ressalta o técnico Dorival Júnior.

O treinador alvinegro dá como exemplo o Fluminense, que tinha poucas chances de avançar na Copa Libertadores, mas fez sua parte e hoje disputa as oitavas de final do torneio continental. "Sempre tentei passar aquilo que a gente tem como vivência em outros clubes. O Fluminense, há uma semana, estava desclassificado, tinha 1% de chance, mas conseguiu a vaga. Não tem motivo para relaxarmos, não existe essa palavra aqui dentro", disse Dorival, que deixa a empolgação para a torcida: "O torcedor se expressa como quer. Para nós, tudo aqui foi alcançado com muito sacrifício", acrescentou.

Para confirmar em campo a classificação, o Atlético terá duas mudanças em relação ao time que iniciou a partida de ida contra o América. O zagueiro Leonardo Silva, suspenso, dá lugar a Werley. No ataque, Magno Alves, que estava lesionado, reassume a vaga, saindo Ricardo Bueno. O volante Richarlyson, recuperado de contusão, vai ficar no banco de reserva. O jovem Fillipe Soutto tem agradado e segue como titular do meio-campo alvinegro.


Acreditar sempre

Se no Galo o discurso é o do respeito, no América prevalece a confiança. O clube espera comemorar neste sábado seus 99 anos de fundação com um feito histórico. Segundo o historiador Carlos Paiva, o Coelho nunca conseguiu inverter uma desvantagem de três gols de diferença em mata-matas.

Contudo, para o técnico Mauro Fernandes, a missão não é impossível e ele acredita na determinação de seus jogadores para bater o Galo. "Nós mesmos, aqui no América, já enfrentamos muitas situações difíceis. Nada é impossível no futebol e temos ainda mais 90 minutos pela frente. Sabemos da vantagem e do grande time que tem o Atlético, mas pode ter certeza que o América, neste jogo, vai ser um time completamente diferente do que foi na última partida" , afirmou o treinador.

O lateral-direito Marcos Rocha, impedido de enfrentar o Galo por força contratual, e o volante Dudu, que cumprirá suspensão, são as ausências do time no clássico. Sheslon segue na lateral. Moisés e Luís Ricardo disputam a vaga no meio-campo. Na zaga, o técnico também não revelou o parceiro de Gabriel. Otávio e Micão disputam a titularidade.

ATLÉTICO X AMÉRICA

ATLÉTICO
Renan Ribeiro; Patric, Werley, Réver e Guilherme Santos; Serginho, Fillipe Soutto, Giovanni Augusto e Renan Oliveira; Mancini e Magno Alves.
Técnico: Dorival Júnior

AMÉRICA
Flávio; Sheslon, Gabriel, Otávio (Micão) e Rodrigo; Leandro Ferreira, Moisés (Luís Ricardo), Camilo e Irênio; Luciano e Fábio Júnior.
Técnico: Mauro Fernandes.

Motivo: Jogo de volta da semifinal do Campeonato Mineiro
Estádio: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas
Data e hora: Sábado, 30 de abril, às 18h30
Árbitro: Cléber Wellington Abade (SP)
Assistentes: Bruno Boschilia (PR) e Thiago Gomes Brígido (CE)

Ingressos:
Setor - Preço - Acesso
Cadeira (Atlético) – R$ 5,00 – Portões 1, 2
Cadeira Lateral (Descoberta) – R$ 50,00 – Portões 4, 5
Cadeira (América) – R$ 5,00 – Portão 3
Meia entrada para todos os setores

Locais de venda:

Sete Lagoas
10h às 14h – Posto Santa Helena – Praça da Estação
16h30 às 19h15 – Bilheteria A da Arena do Jacaré
14h às 19h45 – Bilheteria B da Arena do Jacaré
14h às 19h45 – Bilheteria C da Arena do Jacaré (América)
16h30 às 19h15 – Bilheteria D da Arena do Jacaré

Belo Horizonte
10h às 14h – Sede do Atlético e Sede do América

Atlético vence América de virada e amplia vantagem nas semifinais do Mineiro

Coelho leva 3 a 1 no primeiro duelo e terá missão difícil para chegar à final


No domingo de Páscoa, quem fez a festa na Arena do Jacaré foi o Galo. O Atlético bateu o América por 3 a 1, de virada, neste domingo, e ficou mais perto da decisão do Campeonato Mineiro. O time alvinegro deu o troco no Coelho, depois da derrota na fase de classificação. Gabriel abriu o placar para os americanos, mas Patric empatou ainda no primeiro tempo. Na etapa final, Neto Berola e Serginho garantiram o triunfo dos atleticanos.

VEJA A GALERIA DE IMAGENS DO CLÁSSICO

O Atlético só precisa de um simples empate no segundo duelo das semifinais, sábado que vem, dia 30, novamente na Arena do Jacaré. O time alvinegro pode se classificar para a decisão com derrota, desde que seja por até dois gols de diferença. O América, que fez campanha pior na primeira fase, terá a difícil tarefa de ganhar por três gols de vantagem para chegar à final.

O vencedor do confronto entre Galo e Coelho enfrentará na decisão o ganhador de Cruzeiro x América-TO. O time celeste aplicou sonora goleada de 8 a 1 sobre o adversário, fora de casa, e está praticamente classificado, já que poderá perder por diferença de até sete gols.

Além de deixar o Galo mais perto da final, na busca pelo bicampeonato estadual, a vitória sobre o América representou o fim de um tabu de quatro anos. Desde 2007, o Atlético não levava a melhor sobre o Coelho. Na ocasião ganhou por 2 a 0, pelo Mineiro. Depois, foram quatro empates e dois triunfos dos americanos. Derrotado na fase de classificação, por 2 a 1, de virada, em fevereiro, o time alvinegro deu o troco e dificultou ainda mais para o rival.

O jogo

O tempo colaborou, foi uma tarde bonita em Sete Lagoas, com sol forte e poucas nuvens. Mas faltou a presença de um público melhor na Arena do Jacaré, no domingo de Páscoa. Nem parecia jogo de semifinal de Campeonato Mineiro, diante de um número tão discreto de torcedores no estádio. Dentro de campo, porém, o clássico manteve a tradição de muita disputa e foi marcado pela movimentação e intensa luta das duas equipes.

O América começou melhor. Mais entrosado e com um meio-campo forte, apostando na movimentação pelas laterais, o Coelho travou o Galo e até criou chances no início. Como aos 5min, quando Irênio tabelou com Fábio Júnior e chutou por sobre o gol de Renan Ribeiro. Em seguida, aos 8, Gabriel cabeceou na trave alvinegra, depois de cobrança de escanteio.

Com muitos garotos em campo, o Galo tentava aproveitar a velocidade da juventude para dar mais agilidade ao time. Mas não conseguia trocar passes e, para piorar, tinha um ataque inoperante. Ricardo Bueno, em tarde muito infeliz, não dava sequência às jogadas e era presa fácil para os defensores. Mancini tentava conduzir a equipe, só que também não estava inspirado. O Atlético chegou pela primeira vez aos 12min, com Renan Oliveira, que chutou e Flávio pegou. No rebote, Bueno não aproveitou.

Com mais volume de jogo no meio-campo, o América dava sinais de que sairia em vantagem. Enquanto isso, o Galo tentava se encontrar em campo e até começou a aparecer mais na frente. Só que o Coelho aproveitou bem um dos pontos fortes da equipe, a jogada aérea, para sair na frente. Aos 22min, depois de escanteio da direita, Gabriel testou para as redes de Renan Ribeiro: 1 a 0.


Foi o suficiente para a pequena torcida alvinegra presente começar a pegar no pé de alguns jogadores. E o mais visado era Ricardo Bueno, que não parava de errar os lances. O técnico Dorival Júnior não pensou duas vezes e trocou o atacante por Neto Berola, aos 35. Mas o velocista entrou em campo mais preocupado em cavar faltas e pênaltis. E também não resolveu.

Só mesmo em um lance individual o Atlético poderia chegar ao empate. E foi o que ocorreu, aos 47min, na última jogada do primeiro tempo, um castigo para o América. Neto Berola passou a Patric, que invadiu a área, deu drible desconcertante em Otávio e, de perna esquerda, acertou o ângulo de Flávio. Um golaço: 1 a 1. Na comemoração, o lateral pisou na bola. Correu fazendo sinais para a torcida, como um desabafo. Na saída para o intervalo, ele não quis dar entrevista.

Virada

No segundo tempo, já sem o sol e com a sombra em campo, os times voltaram em busca da vitória. Ao contrário do primeiro tempo, o Atlético começou melhor, atacando mais, enquanto o América parecia que só sairia em boas condições. Com Neto Berola e Mancini mais bem posicionados, os contragolpes começaram a sair. Em um deles, Mancini surgiu na área, mas concluiu mal, de perna esquerda, desperdiçando ótima chance. Aos 10min, veio a virada alvinegra. E também saiu na chamada ‘bola parada’. Em cobrança de escanteio da direita, Berola, esperto, apenas escorou para as redes de Flávio: 2 a 1.

O América até tinha mais posse de bola, mas pecava pela falta de objetividade no ataque. O Galo continuava com a postura de apostar nos contragolpes e levou mais perigo para Flávio, primeiro com Renan Oliveira e depois com Neto Berola. Por merecimento, o Atlético ampliou a vantagem e praticamente definiu a vitória. Aos 24min, Serginho foi premiado com o gol em uma jogada que ele mesmo começou, ao recuperar a bola no meio-campo. Ele subiu à área e completou de cabeça cruzamento de Patric: 3 a 1.

Nos instantes finais o América foi para o desespero e, com isso, deixou mais campo para o Atlético chegar. E por muito pouco o time alvinegro não fez o quarto, o que o deixaria ainda mais próximo da classificação. Neto Berola fez boa jogada pela esquerda e cruzou rasteiro, mas Patric, com o gol aberto, não aproveitou. O técnico Mauro Fernandes fez de tudo para levar o Coelho à reação, só que as alterações feitas não surtiram efeito.

AMÉRICA 1 X 3 ATLÉTICO

América: Flávio; Sheslon (Nando), Gabriel, Otávio e Rodrigo; Dudu, Leandro Ferreira, Camilo (Davi Ceará) e Irênio (Euller); Luciano e Fábio Júnior
Técnico: Mauro Fernandes

Atlético: Renan Ribeiro; Patric, Réver, Leonardo Silva e Guilherme Santos; Serginho, Fillipe Soutto, Giovanni Augusto (Toró) e Renan Oliveira; Mancini (Daniel Carvalho) e Ricardo Bueno (Neto Berola)
Técnico: Dorival Júnior

Motivo: jogo de ida das semifinais do Mineiro
Estádio: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas
Data: domingo, 24 de abril
Gols: Gabriel, 22, e Patric, 47min do 1ºT; Neto Berola, 10, Serginho, 24min do 2ºT
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP)
Auxiliares: Carlos Berkembrock (SC) e Fabrício Vilarinho da Silva (GO)
Cartões amarelos: Guilherme Santos, Neto Berola, Toró, Renan Ribeiro, Leonardo Silva (ATL); Otávio, Dudu (AME)
Pagantes: 2.818
Renda: R$ 70.935

Cruzeiro massacra o América-TO e põe os pés na final do Campeonato Mineiro: 8 a 1

Time celeste poderá perder por até sete gols de diferença que mesmo assim estará na decisão do Estadual'2011


O Cruzeiro fez valer sua superioridade técnica neste sábado, no Vale do Mucuri, e atropelou o América de Teófilo Otoni por 8 a 1, no primeiro jogo das semifinais do Campeonato Mineiro. O merecido resultado só fez ampliar a vantagem que os celestes já tinham para chegar à decisão do Estadual’2011.

Com o massacre aplicado no Dragão, o time de Cuca poderá perder o jogo de volta, marcado para o próximo domingo, por até sete gols de diferença, que mesmo assim brigará pela taça contra América ou Atlético. O show de bola também foi importante para dar tranquilidade ao time no meio da semana, na caminhada pela Libertadores da América.

O jogo

De olho no compromisso válido pelas oitavas de final da Libertadores da América, contra o Once Caldas, na Colômbia, na próxima quarta-feira, o Cruzeiro pisou o gramado do estádio Nassri Mattar, em Teófilo Otoni, neste sábado, disposto a resolver logo sua classificação às finais do Campeonato Mineiro. Mesmo com a vantagem de jogar por dois empates ou vitória e derrota pelo mesmo saldo de gols, o Cruzeiro logo partiu pra cima do Dragão. Nos primeiros instantes, Thiago Ribeiro e Pablo tabelaram, o lateral cruzou para a área, mas a defesa foi mais esperta e afastou o perigo.

Surpresa do Estadual’2011 e campeão do interior, o América-TO vinha de uma goleada para o Atlético, por 7 a 1, na última rodada da fase de classificação do torneio, e tentava se recuperar do resultado. Aos seis minutos, o Dragão incomodou Fábio pela primeira vez. Depois de uma bola alçada pela esquerda, o zagueiro Júnior Pereira cabeceou por cima do travessão. Aos 08, Jonatas Obina escapou bem pela direita, mas foi desarmado quando se preparava para invadir a área. O time do Vale do Mucuri insistia. Aos 12, Wellington Bruno cobrou uma falta na quina da grande área, pelo lado esquerdo, e exigiu reflexo de Fábio, que fez um grande defesa.

O Cruzeiro tinha dificuldades para fluir seu jogo e não conseguia uma ligação eficiente entre meio campo e ataque. Aos 16, a Raposa investiu e conseguiu uma falta pela direita. Montillo cobrou bem e descobriu Henrique dentro da área. O volante desviou com perigo, à esquerda de Fábio Noronha. Logo depois, Thiago Ribeiro desperdiçou outra grande chance, ao emendar um cruzamento de Wallyson debaixo das traves.

Mal no início da partida, o time de Cuca conseguiu a vantagem aos 21 minutos. Montillo voltou a desfilar seu talento com a camisa 10 azul e deu um passe açucarado para Henrique. O volante bateu forte, sem chances para o goleiro: Cruzeiro 1 a 0.

O primeiro gol do duelo acordou os celestes e recuou o América-TO, que passou a arriscar apenas nos contra-ataques, tentando aproveitar os erros do Cruzeiro. Os 11 de Cuca tentavam ampliar a conta e conseguiram aos 31 minutos, com um belíssimo gol. Wallyson desceu pela direita e acionou Thiago Ribeiro que, na risca da pequena área, rolou fácil para Gilberto. O meia tocou para as redes, com facilidade, concluindo uma linda jogada: 2 a 0 em Teófilo Otoni.

Aos 36 minutos, Gilmar Estevam resolveu mexer no seu time: sacou Kássio para a entrada de Leandrinho, que logo tentou diminuir a vantagem cruzeirense, com um chute de fora da área, aos 40, mas Fábio estava bem colocado e segurou fácil.

O massacre entra em campo


As duas equipes voltaram para a segunda etapa com as mesmas formações e em busca do gol. Antes da primeira volta do relógio, Montillo arrancou pela direita e bateu cruzado, à direita de Fábio Noronha. O América-TO respondeu antes dos dois minutos: Jonatas Obina emendou um chute de longe, a bola saiu mascada, quicando no gramado com veneno, mas Fábio segurou firme.

O jogo era lá e cá, mas o Cruzeiro achou o caminho do gol mais uma vez, aos nove minutos. Depois de uma cobrança de falta ensaiada, Roger cruzou para a área, na medida para o zagueiro Leo, que desviou para o gol: 3 a 0 no estádio Nassri Mattar.

Sem conseguir assimilar os golpes que sofria, o Dragão virou presa fácil em seu próprio território. Aos 16 minutos, os dois protagonistas do terceiro gol também marcaram o quarto: Roger cobrou um escanteio pela direita e Leo cabeceou por cima da zaga: 4 a 0.

Completamente atordoado em campo, o América-TO ficou com 10 homens no gramado, depois que Luiz Henrique foi expulso, ao reclamar de um lance com o árbitro Francisco Carlos Nascimento.

O Cruzeiro aproveitou o que já estava fácil e ampliou ainda mais a sua vantagem. Aos 18 minutos, Gilberto tocou para Montillo, que dominou e tocou na saída de Fábio Noronha: 5 a 0.

Num lampejo, os donos da casa conseguiram deixar um gol de honra nas redes de Fábio: Wellington Bruno venceu Henrique e bateu forte para deixar 5 a 1 no placar, que ainda sofreria mais três alterações.

Com apetite, o Cruzeiro seguia seu ritmo em busca de mais tentos. Aos 30, Montillo fez o sexto gol, cobrando pênalti e três minutos depois, o argentino deixou uma pintura em Teófilo Otoni. O camisa 10 ficou com uma bola dentro da área e tocou por cima de Fábio Noronha, para marcar pela terceira vez no duelo: 7 a 1.

Antes do apito final, Wallyson fechou a conta, ao cobrar com categoria um pênalti sofrido por ele mesmo: 8 a 1, no show de bola estrelado no interior de Minas.

América-TO 1 x 8 Cruzeiro

América-TO
Fábio Noronha; Osvaldir, Luís Henrique, Junior Pereira e Bruno Barros; Luizinho, Araújo, Wellington Bruno e Kássio (Leandrinho); Jonatas Obina e Rogério Ávila.
Técnico: Gilmar Estevam

Cruzeiro
Fábio; Pablo (Leandro Guerreiro), Leo, Gil e Gilberto; Marquinhos Paraná, Henrique, Roger (Everton) e Montillo; Thiago Ribeiro (Farías) e Wallyson.
Técnico: Cuca

Motivo: semifinal do Campeonato Mineiro, jogo de ida
Estádio: Nassri Mattar, em Teófilo Otoni-MG
Data: 23 de abril de 2011

Gols:
Cruzeiro - Henrique, aos 21 minutos, e Gilberto, aos 31 minutos do primeiro tempo; Leo, aos 09 e 16 minutos, Montillo aos 18, 30 e 33 minutos e Wallyson, aos 40 minutos do segundo tempo;
América-TO - Wellington Bruno, aos 21 minutos do segundo tempo

Árbitro: Francisco Carlos Nascimento (AL)
Auxiliares: Fabiano da Silva Ramires (ES) e Paulo César da Silva Faria (MT)

Cartões amarelos: Leandrinho, Luizinho, Araújo e Jonatas Obina pelo América-TO; Montillo, Fábio e Gil pelo Cruzeiro
Cartão vermelho: Luiz Henrique

Público pagante: 3.389
Renda: R$ 91.910,00

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Cruzeiro amplia invencibilidade e chega à oitava vitória consecutiva na temporada

No ano, aproveitamento do time de Cuca é de 87,03%




Ao bater o Uberaba por 1 a 0 neste domingo, em Uberaba, na última rodada da fase de classificação do Campeonato Mineiro, o Cruzeiro ampliou a sua invencibilidade na temporada para 14 partidas e chegou ao oitavo triunfo consecutivo.

Nesse período sem derrotas, o Cruzeiro marcou 42 gols e sofreu apenas cinco.

Em 18 jogos no ano, time dirigido por Cuca tem agora 15 vitórias, dois empates e uma derrota, com aproveitamento de 87,03%. Ao todo, o time marcou 52 gols e sofreu apenas nove.

Ao marcar de pênalti sobre o Uberaba, Montillo chegou ao seu sexto gol no ano. O artilheiro do Cruzeiro em 2011 é Thiago Ribeiro, com 12 gols, seguido por Wallyson, com nove. (UAI)

A sequência invicta do Cruzeiro:

Cruzeiro 5 x 0 Estudiantes (ARG) – Copa Libertadores
Cruzeiro 2 x 0 Ipatinga – Campeonato Mineiro
Cruzeiro 4 x 0 Guaraní (PAR) – Copa Libertadores
América-TO 1 x 2 Cruzeiro – Campeonato Mineiro
Tolima (COL) 0 x 0 Cruzeiro – Copa Libertadores
Tupi 0 x 0 Cruzeiro – Campeonato Mineiro
Cruzeiro 7 x 0 Democrata – Campeonato Mineiro
Cruzeiro 6 x 1 Tolima (COL) – Copa Libertadores
Cruzeiro 3 x 0 Funorte – Campeonato Mineiro
América 2 x 3 Cruzeiro – Campeonato Mineiro
Guaraní (PAR) 0 x 2 Cruzeiro – Copa Libertadores
Cruzeiro 4 x 1 Guarani – Campeonato Mineiro
Estudiantes (ARG) 0 x 3 Cruzeiro – Copa Libertadores
Uberaba 0 x 1 Cruzeiro – Campeonato Mineiro

Mesmo sofrendo baixas, ataque bate recorde de gols na 1º fase do Mineiro


Os 32 gols marcados pelo Atlético este ano garantiram ao time o recorde de gols na fase de classificação do Campeonato Mineiro desde que a competição passou a ser disputada com 12 clubes com atual fórmula de disputa, em 2005.

Até então, o clube que mais balançou as redes na primeira fase havia sido o Cruzeiro, com 31 tentos nas edições de 2007 e 2009.

Para ultrapassar a marca do rival, o Atlético teve de superar baixas importantes no sistema ofensivo. O primeiro a sair foi Obina, que não chegou a atuar este ano e se transferiu para o Shandong Luneng, da China.

Depois, a saída mais lamentada pelo torcedor: Diego Tardelli, autor de quatro gols em quatro partidas disputadas pelo Mineiro, foi vendido ao Anzhi, da Rússia. O terceiro desfalque no ataque foi Jóbson, que, insatisfeito, pediu para deixar o clube.

Sem esses atletas, a linha de frente do Galo passou a ser vista com desconfiança. O principal alvo foi Ricardo Bueno, escolhido inicialmente para ser o substituto de Tardelli. Em seis jogos, marcou três gols.

O artilheiro do Atlético no Campeonato Mineiro é Magno Alves, com nove gols. Em seguida estão: Neto Berola (sete gols), Diego Tardelli (quatro), Renan Oliveira (três), Ricardo Bueno (três), Ricardinho (dois), Rever (um), Mancini (um) e Giovanni Augusto (um). Além deles, Uchoa, do Villa Nova, marcou um gol contra a favor do Galo.

América encerra primeira fase sem perder como visitante no Campeonato Mineiro




A última partida do América na primeira fase do Campeonato Mineiro, diante do Villa Nova, neste domingo, no Alçapão do Bonfim, confirmou a invencibilidade da equipe em jogos como visitante. Ao todo, o Coelho disputou cinco jogos fora de casa, incluindo a vitória no clássico sobre o Atlético, por 2 a 1, na Arena do Jacaré, com mando de campo do Galo. Foram quatro vitórias e apenas um empate – justamente contra o Leão do Bonfim.

A vitória sobre o Villa Nova neste domingo não saiu por pouco. O América terminou o primeiro tempo vencendo por 2 a 1, mas sofreu o empate na etapa final após um chute de fora da área de Alex Santos, que contou com a ajuda da irregularidade do gramado para confundir o goleiro França. O Coelho ainda perdeu boas chances de triunfar em Nova Lima nos últimos minutos da partida.

Os triunfos do América como visitante no Estadual foram sobre Caldense, por 2 a 0, em Poços de Caldas, na segunda rodada; Guarani, por 4 a 2, em Divinópolis, na quinta rodada; e Tupi, por 1 a 0, em Juiz de Fora, pela nona rodada. (UAI)

Ipatinga e Funorte são os rebaixados do Estadual; Democrata escapa da degola

O Democrata-GV escapou do rebaixamento no Campeonato Mineiro ao golear o Funorte, por 5 a 2, fora de casa, pela última rodada da primeira fase do Estadual.

Com o triunfo, além de contribuir com o descenso do time de Montes Claros, a Pantera também 'empurrou' o Ipatinga para o Módulo II. Isso porque a equipe do Vale do Aço perdeu para o Tupi, por 1 a 0, e foi ultrapassado pelo Democrata.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

América de Teófilo Otoni Campeão Mineiro do Interior 2011





O América-TO carimbou o passaporte para a semifinal do Campeonato Mineiro 2011, na tarde deste domingo, (10), ao vencer o Villa Nova por 2 a 1, no Estádio Nassri Mattar, em Teófilo Otoni.

Com a vitória o time chegou aos 21 pontos e não pode mais ser alcançado pelo quinto colocado. A vitória não só garantiu a participação do América na fase final do Mineiro, como também deu ao clube, o título de campeão do interior.

Antes da partida foi respeitado um minuto de silêncio em homenagem às 12 pessoas mortas na noite de sexta-feira, vítimas de um acidente com o ônibus em que viajam, entre Ouro Verde de Minas e Frei Gaspar, cidades vizinhas a Teófilo Otoni. A homenagem se estendeu às crianças vítimas do massacre na Escola Municipal Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro.

O América iniciou o partida tomando a iniciativa das ações. Nos primeiros minutos o time chegou algumas vezes na área adversária, sempre em cruzamentos dos laterais Osvaldir e Bruno Barros, buscando os atacantes Jonatas e Rogélio Ávila.

A melhor chance aconteceu aos 18 minutos, quando em boa jogada o meia Wellington Bruno se livrou da marcação e chutou de fora da área. A bola explodiu no travessão do goleiro Vagner, levantando a torcida na Arena do Dragão.

O Villa Nova pouco incomodou o goleiro Fábio Noronha na primeira etapa. Os atacantes Marinho e Edmilson foram praticamente anulados pela defesa americana. O meia Gedeon tentou alguns lançamentos, que não resultaram em chances de gol.

Aos 30 minutos, o América chegou ao primeiro gol da maneira que mais buscou. Após cobrança rápida de falta por Wellington Bruno no meio campo, o lateral Osvaldir fez um cruzamento preciso na cabeça de Rogélio Ávila, que colocou a bola no fundo das redes, sem chances para o arqueiro do Villa.

Nervoso, o time de Nova Lima cometeu muitas faltas, com os jogadores Bruno Lourenço e Edmilson advertidos com cartão amarelo.

A primeira etapa terminou com a vantagem parcial da equipe teófilo-otonense, e uma grande festa da torcida nas arquibancadas.

Emoção de sobra na parte final

O segundo tempo começou do jeito que terminou o primeiro, com o América comandando o jogo e o Villa Nova tentando sair nos contra-ataques. Os dois atacantes do Mecão, Rogélio Ávila e Jonatas Obina incomodavam muito a defensiva do Villa.

Na tentativa de parar os atacantes, a defesa do Leão dava espaços para os meias Wellington Bruno e Leandrinho que chegavam com muito perigo. Enquanto isso, Felipe Dias e Luizinho marcavam com precisão.

Numa das poucas jogadas de ataque, o Villa Nova chegou com seu melhor jogador, Gedeon, que chutou de fora da área para grande defesa do goleiro Fábio Noronha.

Com a chance o Villa Nova se arriscou no ataque e sofreu o golpe fatal. Aos 20 minutos, a defensiva americana roubou a bola que caiu nos pés de Wellington Bruno. O meia tocou para Jonatas Obina entrar sozinho, driblar o goleiro Wagner e ser derrubado. O árbitro Alício Pena Junior marcou pênalti e expulsou o goleiro.

O treinador do Villa tirou o atacante Edmilson e colocou o goleiro reserva Negueti. Jonatas Obina cobrou o pênalti com categoria e fez o segundo gol do América. A partir daí o Dragão começou a tocar a bola, fazendo o tempo passar.

Mas toda alegria tem um pouco de sofrimento. Num cruzamento despretensioso o Villa Nova descontou com Carciano aos 35 minutos. O gol deu ânimo a equipe villa-novense. Na vontade, o Leão conseguiu incomodar a defesa do América nos minutos finais, mas Fábio Noronha garantiu o trunfo do Dragão.

O Villa Nova ainda teve o jogador Ricardo Bóvio expulso, terminando a partida com nove jogadores.

Grito de Campeão

Com o apito final do árbitro, os jogadores do América foram festejar o título do interior com a torcida. Enquanto toda a arena cantava, os atletas davam a volta olímpica com um troféu simbólico. Durante mais de 10 minutos podia-se ouvir os cantos de “é campeão”, entoados pela torcida do América.

O título do interior levou vários jogadores, dirigentes e torcedores às lágrimas no Estádio Nassri Mattar. Apenas no segundo ano de participação na elite do futebol mineiro, o América já consegue a proeza de figurar entre os quatro semifinalistas.

O time ainda pousou para fotos com o troféu simbólico. Uma alegria incontida tomou conta dos vestiários após o jogo.

O América decide a posição final na tabela no próximo domingo, em Sete Lagoas, contra o Atlético. O goleiro Fábio Noronha tomou o terceiro cartão amarelo e cumpre suspensão.

Federação Parabeniza o Mecão

No site oficial, a Federação Mineira de Futebol saudou a conquista do América com seguinte nota: 'A Federação Mineira de Futebol parabeniza o América-TO e os seus torcedores pela conquista do título de campeão mineiro do interior do Módulo I 2011, alcançado neste domingo, com a vitória sobre o Villa Nova, por 2 a 1, no estádio Nassri Mattar. Com o resultado da partida, o clube de Teófilo Otoni garantiu a quarta e última vaga para a fase semifinal do Campeonato Mineiro. Desta forma, mesmo faltando uma rodada para o término da 1ª fase da competição, o América-TO já alcançou a melhor colocação entre as equipes do interior do Campeonato Mineiro Módulo I, conquistando, portanto, o título de campeão mineiro do interior.'





FICHA TÉCNICA:



América-TO 2 x 1 Villa Nova
Nassri Mattar – 16h
A: Alicio Pena Júnior (CBF/FMF)
A1: Helberth Costa Andrade (CBF/FMF)
A2: Jair Albano Félix (CBF/FMF)
4ºA: Renato Guedes de Souza Abreu (Liga Local)



Gols: 9-Rogélio Ávila, aos 30’1T e 11-Jonatas Obina, aos 21’2T (América-TO); 4-Carciano, aos 35’2T (Villa Nova)
Público: 4.705 pagantes
Renda: R$ 76.175,00



América-TO: 1-Fábio Noronha, 20-Osvaldir, 3-Luis Henrique, 4-Jadson, 7-Leandrinho (25-Diogo Alves, aos 45’2T), 16-Bruno Barros, 27-Luisinho, 8-Felipe Dias, 9-Rogélio Ávila, 10-Wellington Bruno (5-Araújo, aos 38’2T) e 11-Jonatas Obina (86-Chrys, aos 44’2T). Técnico: Gilmar Estevam



Villa Nova: 1-Vagner, 2-Alex, 3-Bruno Lourenço, 4-Carciano, 5-Uchôa, 6-Raniery, 7-Ricardo Bóvio, 8-Gedeon, 9-Marinho (18-Da Silva, aos 32’2T), 10-Palermo (17-Felipe, aos 22’2T) e 11-Edmilson (12-Negueti, aos 20’2T). Técnico: Wilson Gottardo



Cartões Amarelos:
América-TO: 10-Wellington Bruno e 9-Rogélio Ávila
Villa Nova: 3-Bruno Lourenço, 6-Raniery, 10-Palermo e 11-Edmilson



Cartões Vermelhos:
Villa Nova: 1-Vagner e 7-Ricardo Bóvio



FOTOS: WILSON BARBOSA

Assessoria de Imprensa - AFCTO

Galo vence, segura o segundo lugar e mantém chance de terminar na liderança

Time alvinegro bate a Caldense por 2 a 0 e continua na briga para ser o primeiro


O Atlético fez a sua parte, voltou a vencer fora de casa e se garantiu nas semifinais do Campeonato Mineiro. Com um time mais ofensivo no segundo tempo, comandado por Daniel Carvalho, o Galo bateu a Caldense por 2 a 0, neste domingo, no Estádio Ronaldo Junqueira, em Poços de Caldas. O alvinegro segurou o segundo lugar na tabela e manteve a esperança de terminar a fase de classificação na liderança. Ricardo Bueno e Magno Alves marcaram os gols do triunfo.

Foi a segunda vitória consecutiva do Galo como visitante. Na rodada anterior, o time superara o Democrata, em Governador Valadares, por 3 a 1. Além disso, o Atlético amenizou um pouco o momento delicado depois da eliminação na Copa do Brasil, em pífio empate sem gols contra o Grêmio Prudente, na Arena do Jacaré. Mas a equipe está longe daquilo que o técnico Dorival Júnior considera ideal. Principalmente pelo primeiro tempo, quando o alvinegro foi apático e pouco presente no campo ofensivo. Na etapa final, com as mudanças do treinador, o time melhorou e construiu o triunfo em apenas 13min.

O Atlético chegou a 23 pontos e ainda pode terminar a fase de classificação em primeiro lugar, o que lhe garantiria a vantagem de jogar por dois resultados com mesmo saldo de gols, além de decidir em casa, até a final. Para isso, o Galo precisa derrotar o América-TO, também postulante a entrar nas semifinais, no próximo domingo, na Arena do Jacaré, e torcer por derrota do Cruzeiro diante do Uberaba, na mesma data, no Triângulo.

O jogo

O primeiro tempo do Atlético foi abaixo da crítica. Sem Renan Oliveira, vetado, Dorival Júnior apostou em outro jovem no meio-campo, Bernard. Mas, com erros de passe e muita lentidão na saída para o ataque, o time só ameaçou o gol de Glaysson em lances esporádicos. Já a Caldense teve na forte marcação a principal virtude. A diferença é que a equipe de Poços de Caldas levou mais perigo à meta defendida por Renan Ribeiro.

Com a mudança no ataque, Mancini ao lado de Magno Alves, o maior problema do Atlético estava na criação das jogadas. Tanto que a dupla ofensiva pouco foi acionada. Mancini praticamente não apareceu em campo, enquanto Magno Alves teve apenas uma oportunidade. A Caldense começou melhor, trocava passes com mais facilidade que o Galo. Mas só chegou pela primeira vez aos 17min, quando Chimba cabeceou à direita de Renan Ribeiro e assustou. Dois minutos depois, André Alves pegou rebote e chutou por sobre o gol.

A expulsão do volante Vieira, aos 26min de partida, depois de receber o segundo cartão amarelo por entrada violenta no jovem Bernard, poderia ser fator benéfico ao Galo. Mas nem com um homem a mais o time alvinegro engrenou. Preocupado em perder a vantagem numérica, Dorival Júnior sacou Jackson, que já estava ‘amarelado’ para a entrada de Daniel Carvalho, que estreou este ano.

Mas a Caldense ainda chegava com mais força. Aos 37min, Rodrigo Dias recebeu na área e chutou fraco, facilitando a defesa de Renan Ribeiro. Na única vez em que o Atlético conseguiu criar uma jogada na área do adversário e concluir a gol, Magno Alves girou e chutou à direita de Glaysson. Muito pouco para uma equipe que precisava vencer para dar uma resposta à torcida depois da eliminação na Copa do Brasil.

Ousadia premiada

O Atlético voltou a campo com alterações para o segundo tempo. Dorival escalou Leleu e Ricardo Bueno nos lugares de Fillipe Soutto e Rafael Cruz, respectivamente. Com isso, Bernard foi para a lateral direita e a promessa era de uma equipe mais ofensiva. E o Galo recomeçou a partida dando o primeiro sinal de que atacaria mais. Aos 44seg, Leleu recebeu de Magno Alves e Glaysson defendeu.

Aos 2min, o Galo saiu na frente. Daniel Carvalho chutou, Glaysson deu rebote e Ricardo Bueno, livre, completou para as redes: 1 a 0. Era o que o time alvinegro precisava, tranquilidade para jogar e saber usar a vantagem a favor. O alvinegro quase ampliou com Daniel Carvalho, em cobrança de falta. Mas o goleiro da Caldense foi buscar.

Com um homem de criação no meio, as jogadas já saíam com mais facilidade. Além disso, ao contrário da primeira etapa, o Galo sempre tinha alguém na área esperando a bola. E foi assim que saiu o segundo gol, aos 13min. Ricardo Bueno cruzou da direita, Leleu cabeceou e Glaysson espalmou nos pés de Magno Alves, que não perdoou: 2 a 0. A Caldense ficou praticamente entregue. Buscou o ataque, mais na base da vontade, mas não conseguia finalizar bem ou penetrar na área atleticana.

Com a vantagem ampliada, o Galo valorizou ainda mais a posse de bola, mas sem deixar de atacar. Em um lance pela direita, de muito longe da área, Ricardo Bueno tentou encobrir Glaysson, que conseguiu se recuperar e mandar a bola para escanteio. A Caldense demonstrou cansaço no fim, afrouxou a marcação e só chegou com perigo com Luisinho, que concluiu à direita de Renan Ribeiro.

CALDENSE 0 X 2 ATLÉTICO

Caldense: Glaysson; Rodrigo Dias, André Alves, Rafael Dias e Márcio Loyola (Esquerdinha); Maxsuel, Jardel, Vieira e Luisinho; Fernando Gaúcho (Xandinho) e Chimba (William)
Técnico: Roberto Fonseca

Atlético: Renan Ribeiro; Rafael Cruz (Ricardo Bueno), Réver, Leonardo Silva e Guilherme; Serginho, Fillipe Soutto (Leleu), Jackson (Daniel Carvalho) e Bernard; Mancini e Magno Alves
Técnico: Dorival Júnior

Motivo: 10ª rodada do Campeonato Mineiro
Local: Estádio Ronaldo Junqueira, em Poços de Caldas
Data: domingo, 10/04
Gols: Ricardo Bueno, 2min, Magno Alves, 13min, 2ºT
Árbitro: Renato Cardoso Conceição
Auxiliares: Marconi Helbert Vieira e Frederico Soares Vilarinho
Cartões amarelos: Jackson, Rafael Cruz, Bernard (Atlético); Vieira, Jardel, Fernando Gaúcho (Caldense)
Cartão vermelho: Vieira (26min, 1ºT)

América toma susto, mas vira pra cima da Pantera e está nas semifinais do Mineiro

Coelho começa perdendo por 2 a 0, mas reage e vence por 4 a 3


A tarde de domingo começou com um enredo nada agradável para o América na Arena do Jacaré. Antes dos 15 minutos, o time já perdia por 2 a 0 para o Democrata-GV e parecia que ia desperdiçar a chance de avançar às semifinais com uma rodada de antecedência. Aí, prevaleceu a superioridade técnica do Alviverde e a personalidade dos 11 de Mauro Fernandes, que conseguiram reagir, no embalo de Leandro Ferreira, autor dos gols que deram o empate ao Coelho.

Com um tento aos 35 minutos do primeiro tempo e outro na primeira volta do relógio da etapa complementar, o volante deu segurança para a equipe alviverde buscar a reação em Sete Lagoas. Fábio Júnior e Irênio fecharam a conta do duelo em 4 a 3 e ajudaram a garantir o América na fase decisiva do Mineiro.

Confira a galeria de imagens da partida

O jogo

A partida na Arena do Jacaré era decisiva para as duas equipes. Para o América, vencer significava cravar uma vaga nas semifinais do Campeonato Mineiro e a Pantera buscava seu primeiro triunfo no torneio para tentar deixar a zona da degola do Estadual.

A primeira iniciativa do duelo foi alvinegra. Logo aos dois minutos, Ely Thadeu carimbou a trave de Flávio e Fernandão quase marcou na sequência. Aos 11, Fábio Júnior respondeu para o América, ao dominar uma bola dentro da área e girar antes de emendar um chute perigoso, à direita de Vilar.

O jogo era franco em Sete Lagoas, mas o Democrata-GV conseguiu ser mais eficiente nas finalizações e antes do primeiro terço do primeiro tempo já vencia a partida por 2 a 0. Aos sete minutos, uma bola foi alçada na área, bateu em Dudu e sobrou para Fernandão, que emendou para as redes de Flávio: 1 a 0. Aos 14, Vander foi acionado num contra-ataque pela esquerda, invadiu a área e bateu para escrever 2 a 0 no placar.

Assustado com a rápida vantagem construída pelo time de José Maria Pena, o Coelho tentava se reorganizar no gramado, mas tinha dificuldades para fazer a ligação de seu meio campo com o ataque e rifava muitas bolas para a área, sem organização. Aos 16, Mauro Fernandes foi obrigado a mexer na equipe: o meia Netinho, que atuava improvisado na lateral-esquerda, se contundiu e deu lugar a Preto.

Depois dos 20 minutos, o América conseguiu organizar melhor seu jogo e investia com mais consciência, principalmente pelo lado direito, com Marcos Rocha. Aos 24, ele tramou bem e cruzou para a área, mas a zaga da Pantera foi mais esperta e afastou o perigo.

Aos 35, a insistência americana foi premiada na Arena do Jacaré: Leandro Ferreira resolveu arriscar de fora da área e contou com a ajuda do goleiro Vilar, que falhou ao tentar defender o chute: 2 a 1 em Sete Lagoas.

O Democrata-GV tinha diminuído o ritmo de seu jogo após os dois gols que marcou e voltou à carga depois de ver os alviverdes diminuírem a vantagem no marcador. Aos 39 minutos, a Pantera teve uma falta para cobrar na meia-lua e levou perigo para a meta de Flávio.

Nos últimos 20 minutos da etapa inicial, a posse de bola do América foi bem maior, mas os comandados de Mauro Fernandes não conseguiram transformar o volume de jogo em gols.

Reação e vaga garantida!

O América voltou para o segundo tempo com uma alteração: Daniel Lovinho deixou a equipe para a entrada do experiente atacante Euller. Na Pantera, José Maria Pena não mexeu no time.

De olho na classificação antecipada às semifinais, o Coelho logo tratou de incomodar o Democrata-GV. Aos 38 segundos, Gabriel resolveu arriscar de longe e com um chute forte exigiu reflexo de Vilar, que só teve tempo de espalmar a bola por cima do travessão. Na cobrança do escanteio, a igualdade no placar. A bola alçada da esquerda sobrou nos pés de Leandro Ferreira, após uma falha da zaga, e o volante não perdoou: 2 a 2 na Arena do Jacaré.

O Democrata-GV ainda assimilava o golpe, quando os alviverdes resolveram ampliar a conta. Marcos Rocha, um dos destaques do time na partida, tramou bem pela direita e descobriu Fábio Júnior dentro da área. O artilheiro do Campeonato Mineiro bateu com facilidade e encerrou um jejum de dois jogos sem balançar as redes, ao marcar seu 12º gol no Estadual: 3 a 2.

Acuada em seu campo por causa da pressão americana, a Pantera tinha muitas dificuldades para reagir e obrigou seu treinador a mexer no time: Vander e Cláudio saíram para as entradas de Renê e Juninho.

O América seguia pressionando e não tardou a marcar de novo. Aos 17 minutos, Marcos Rocha aproveitou a cobrança de uma falta para rolar uma bola na medida para Irênio, que estufou as redes de Vilar, com um chute forte: 4 a 2.

O time de Governador Valadares incomodava muito menos do que no primeiro tempo e, basicamente, só agia nos contragolpes. Aos 25 minutos, após uma boa jogada de Juninho pela esquerda, a bola sobrou para Renê, que bateu de fora da área, nas mãos de Flávio. Cinco minutos depois, a finalização da Pantera foi mais eficiente: Fernandão recebeu uma bola dentro da área, dominou e escolheu o canto esquerdo de Flávio para diminuir a vantagem: 4 a 3.

Disperso, o América quase viu seu placar desandar aos 36 minutos, quando Renê chutou cruzado e exigiu boa defesa de Flávio. Apesar de tentar reagir nos minutos finais, a Pantera segue sem vencer no Mineiro'2011, depois de 10 jogos.

Na última rodada da primeira fase, no próximo dia 17, o América encara o Villa Nova, em Nova Lima, quando tentará alcançar a segunda colocação da tabela.

América 4 x 3 Democrata-GV

América Flávio; Marcos Rocha, Otávio, Gabriel, Netinho (Preto), Dudu, Leandro Ferreira, Irênio (Luiz Ricardo), Camilo, Fábio Júnior e Daniel Lovinho (Euller).
Técnico: Mauro Fernandes

Democrata-GV
Vilar, Lúcio, Sílvio, Rogério(Taércio), Wellington, Flávio, Cláudio (Juninho), Vander (Renê), Ely Thadeu, Amilton e Fernandão.
Técnico: José Maria Pena

Motivo: 10ª rodada do Campeonato Mineiro
Estádio: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas
Data: 10/04/2011

Gols: Fernandão (07 min), Vander (14 min) e Leandro Ferreira (35 min) no primeiro tempo; Leandro Ferreira (01 min), Fábio Júnior (04 min), Irênio (17 min) e Fernandão (30 min) no segundo tempo.

Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa/MG)
Assistentes: Marcus Vinícius Gomes (CBF/FMF) e Ricardo Vieira Rodrigues (FMF)

Cartões amarelos: Flávio e Irênio (América); Vander e Fernandão (Democrata-GV)
Cartão vermelho: Sílvio (Democrata-GV)

Público pagante: 642
Renda: R$ 6.045,00

Ipatinga goleia o Uberaba por 4 x 0 no Vale do Aço



Depois de amargar a zona de rebaixamento durante quase toda a primeira fase do Campeonato Mineiro, o Ipatinga goleou o Uberaba por 4 a 0 neste domingo, no Vale do Aço, e conseguiu respirar na tabela de classificação.

O Tigre chegou aos sete pontos no Estadual e abriu dois pontos de vantagem para o Funorte, que é o penúltimo colocado e primeiro time na zona de descenso.

Pressionado pela necessidade da vitória, o time do técnico Guilherme Alves conseguiu abrir o placar logo aos nove minutos, com o artilheiro Alessandro. Ainda na primeira etapa, Thiago Santos fez o segundo gol do Ipatinga, aos 22 minutos.

No segundo tempo, o vetereno Léo Medeiros fez o terceiro e Thiago Santos marcou o quarto do Tigre, segundo dele na partida.

Na próxima rodada, o Ipatinga encerra sua participação no Mineiro contra o Tupi no Vale do Aço e depende apenas das próprias forças para permanecer na Primeira Divisão do Estadual.

Em duelo de "desesperados", Guarani vence Funorte e se safa do rebaixamento

Guarani e Funorte se enfrentaram na tarde deste domingo, em Divinópolis, e a equipe da casa venceu por 2 a 1, em duelo que livrou o Bugre do rebaixamento.

Se o começo de Campeonato Mineiro parecia promissor para o Guarani, que estreou com duas vitórias seguidas e chegou a liderar o Estadual, as últimas rodadas foram de apreensão para a torcida de Divinópolis. Já o Funorte, desde a primeira rodada convive com a incômoda zona de descenso.

Os gols do jogo só saíram no segundo tempo. O Guarani abriu o placar aos sete minutos, com o destaque do time, o meia Luiz Fernando. Aos 14, Carlos César fez o segundo do Bugre. Um minuto depois, Dandão descontou para o time de Montes Claros.

Com a vitória, o Guarani somou 10 pontos e eliminou qualquer chance de rebaixamento, além de colocar o Funorte na berlinda, na penúltima posição, com cinco pontos.

Na última rodada, o Guarani cumpre tabela contra a Caldense, em Poços de Caldas. E a equipe de Montes Claros enfrenta o Democrata-GV, no jogo dos" lanternas". Para se livrar da degola, o Funorte precisa vencer seu confronto e torcer por uma derrota do Ipatinga, que enfrenta o Tupi, no Vale do Aço.

Em jogo da "vida", América-TO se classifica para as semifinais e despacha o Leão

O América de Teófilo Otoni fez valer a força de melhor equipe do interior no Campeonato Mineiro e venceu por 2 a 1 a "decisão" contra o Villa Nova, no Vale do Mucuri, que valia a quarta vaga e a classificação para as semifinais do Estadual.

O clima de decisão tomou conta de ambos os times, e a diretoria do Leão do Bonfim chegou a fretar um avião para dar mais conforto aos atletas para a partida. Apesar do investimento da diretoria, quem foi presenteado foi o torcedor do Dragão que viu Rogério Àvila abrir o placar aos 30 minutos do primeiro tempo.

No segundo tempo, o artilheiro Jonatas Obina ampliou a vantagem do time da casa, aos 21 minutos. O Villa Nova conseguiu descontar aos 35, com o zagueiro Carciano, mas já era tarde e a equipe de Nova Lima não teve forças para reagir e se despediu da briga para ficar entre os quatro melhores e passar para a próxima fase.

Com a vitória, o Dragão chegou aos 22 pontos e vai disputar na última rodada, contra o Galo, em Sete Lagoas, o segundo lugar geral na fase de classificação. Já o Villa Nova encerra a participação no Campeonato contra o América, em Nova Lima.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Cruzeiro chega à sexta vitória seguida e dispara na liderança do Mineiro

Time praticamente se garante como primeiro na fase de classificação do Estadual


O Cruzeiro estendeu a sua invencibilidade na temporada para 12 jogos, chegou à sexta vitória consecutiva e disparou na liderança do Campeonato Mineiro, com 25 pontos. Neste domingo, na Arena do Jacaré, a vítima celeste foi o Guarani de Divinópolis, goleado por 4 a 1 com gols de Gil, Montillo, Thiago Ribeiro e Wallyson.

Mais uma vez, o destaque cruzeirense foi o argentino Montillo, autor de um gol e de duas assistências. Ele comandou a reação do Cruzeiro no primeiro tempo, depois de o Guarani sair na frente, aos três minutos, com gol de Paulo César.

Com a vitória por 4 a 1, o Cruzeiro praticamente se garante como primeiro colocado da fase de classificação. O último compromisso do time nesta etapa será no dia 17, contra o Uberaba, no Triângulo Mineiro.

Já o Guarani continua com sete pontos e ameaçado de rebaixamento.

Montillo faz a diferença

O nome do jogo foi Montillo. Com duas assistências e um gol, o argentino comandou a virada do Cruzeiro sobre o Guarani. Ao balançar as redes, o craque tirou a camisa celeste e mostrou os dizeres “Fuerza Santi, papá te ama”, em homenagem ao filho Santino, de um ano, recuperado de uma crise de pneumonia.

Mas, embora o placar tenha sido favorável aos celestes, foi o Guarani que tomou a iniciativa. Logo no primeiro minuto, o lateral Carlos César penetrou sozinho na área e obrigou Fábio a fazer grande defesa para evitar a abertura do placar. Mas o gol saiu aos três minutos. O meia Luiz Fernando cobrou escanteio, Paulo César ganhou de Gil pelo alto e cabeceou no canto esquerdo: 0 a 1.

Aos poucos, o Cruzeiro acordou para o jogo e se impôs. O gol de empate saiu aos 20 minutos. Montillo cobrou falta da direita e Gil marcou de cabeça, redimindo-se da falha no gol do Guarani: 1 a 1.

Aos 22, a estrela de Montillo voltou a brilhar. Ele recebeu passe de Ortigoza na intermediária, arrancou em direção à área e disparou um chute certeiro no ângulo esquerdo do goleiro Fred: Cruzeiro 2 a 1.

Aos 25, Gilberto quase fez de cabeça, em nova assistência de Montillo. Mas, aos 34, o atacante Thiago Ribeiro se aproveitou de passe do craque argentino pela direita e apenas escorou na pequena área para aumentar a vantagem cruzeirense na partida para 3 a 1.

Aos 37, com Ortigoza, e aos 44, com Ribeiro, o Cruzeiro ainda quase ampliou.

Acomodação cruzeirense

O Cruzeiro voltou a campo com Everton e Diego Renan nos lugares de Marquinhos Paraná, contundido, e Gilberto. O Guarani se manteve inalterado.

O Cruzeiro teve sua primeira chance aos três minutos, quando Ortigoza recebeu assistência de Montillo e bateu sobre o goleiro Fred, em chute à queima-roupa.

O Guarani só deu trabalho a Fábio aos 12, em investida de Chico Marcelo. Nesse minuto, o técnico José Ângelo ainda trocou Robert por Tiaguinho no ataque. Aos 20, o goleiro cruzeirense voltou a trabalhar em falta cobrada por Luiz Fernando no ângulo esquerdo.

Aos 21, Cuca queixou sua terceira substituição no intuito de dar mais força ofensiva ao Cruzeiro. O velocista Wallyson entrou no lugar do paraguaio Ortigoza, que fez seu primeiro jogo como titular.

Aos 24, o auxiliar Júnior Antônio da Silva anulou gol legítimo do Guarani. O atacante Chico Marcelo penetrou em condição legal pela esquerda, bateu cruzado e mandou no canto esquerdo de Fábio. O árbitro Alício Pena Júnior confiou na marcação do assistente.

O promovido Wallyson transformou a vitória em goleada aos 29 minutos, depois de assistência de Everton. Ele foi lançado na área e bateu violentamente no canto direito do goleiro Fred: 4 a 1. (UAI)

Cruzeiro 4 x 1 Guarani

Cruzeiro
Fábio; Pablo, Victorino, Gil e Gilberto (Diego Renan, intervalo); Leandro Guerreiro, Marquinhos Paraná (Everton, intervalo), Montillo e Roger; Thiago Ribeiro e Ortigoza (Wallyson, 21min 2ºT).
Técnico: Cuca

Guarani
Fred; Carlos César (Cleberson, 36min 2ºT), Filipe, Michell Nunes e Fernando Bahia; Gilvan, Paulo César, Nilson Sergipano e Luiz Fernando (Michel Elói, 32min 2ºT); Robert (Tiaguinho, 10min 2ºT) e Chico Marcelo.
Técnico: José Ângelo.

Motivo: 9ª rodada do Campeonato Mineiro
Estádio: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas
Data: Dia 3 de abril, domingo, às 16h (de Brasília)

Gols:
Paulo César (Guarani), 3min 1ºT
Gil (Cruzeiro), 20min 1ºT
Montillo (Cruzeiro), 22min 1ºT
Thiago Ribeiro (Cruzeiro), 34min 1ºT
Wallyson (Cruzeiro), 29min 2ºT

Árbitro: Alício Pena Júnior (CBF/FMF)
Auxiliares: Júnior Antônio da Silva (FMF) e Naiderson Cristiano Izalino (FMF)

Cartão amarelo:
Thiago Ribeiro (Cruzeiro), 16min 1ºT
Montillo (Cruzeiro), 22min 1ºT
Filipe (Guarani), 24min 1ºT
Chico Marcelo (Guarani), 40min 1ºT

Pagantes: 5.098
Renda: R$ 76.702,50

Galo vence Democrata, sobe para a vice-liderança do Estadual e alivia crise

Em Governador Valadares, time faz 3 a 1 e reage na temporada


O Atlético entrou em campo neste domingo pressionado pelos episódios dos últimos dias, com direito a dispensa do volante Zé Luís e do armador Ricardinho. Mas o time deu um tempo no momento turbulento e venceu o Democrata por 3 a 1, em Governador Valadares, pela 9ª rodada do Campeonato Mineiro. Com o resultado, o Galo subiu para a vice-liderança, com 20 pontos, e está muito próximo de assegurar vaga na semifinal da competição.

A vitória também dá mais tranquilidade ao Atlético para a partida decisiva desta quarta-feira, na Arena do Jacaré, contra o Grêmio Prudente, pela Copa do Brasil. O Alvinegro perdeu o jogo de ida por 2 a 1. Para avançar às oitavas de final, o time precisa vencer por 1 a 0 ou com diferença de dois ou mais gols.

Nova postura

O futebol esteve longe do sonhado pelo torcedor do Atlético, mas pelo menos o time entrou em campo contra o Democrata com uma postura bem diferente da apresentada nas partidas passadas.

Com mais movimentação no meio-campo e ataque, os jogadores não se esconderam do jogo, principalmente na etapa inicial. O primeiro gol saiu logo aos 10 minutos. Renan Oliveira deu belo passe para Mago Alves, que, com um toque de categoria na saída do goleiro Vilar, abriu o placar.

Ao contrário das partidas anteriores, o Atlético deu trabalho ao goleiro adversário: aos 17 minutos, numa finalização de Renan Oliveira, aos 29, numa falta cobrada por Magno Alves, aos 31, num chute de Jackson.

De tanto insistir, o Galo chegou ao segundo gol. Depois da cobrança de falta na área, Magno Alves cabeceou e o goleiro Vilar espalmou. Na sobra, Réver fez 2 a 0.

O Democrata chegou com perigo duas vezes. Na primeira, aos 24 minutos, Amilton recebeu livre na área, chutou e o goleiro Renan Ribeiro fez boa defesa. Aos 39, depois do cruzamento, Sílvio, sem marcação, cabeceou, a bola desviou e Renan Ribeiro não conseguiu segurar firme. Fernandão mandou para as redes: 2 a 1.

No segundo tempo, a partida seguiu disputada, com o Democrata dando trabalho. A primeira oportunidade foi da Pantera. Aos 14 minutos, Silvio cabeceou e a bola passou na boca do gol.

Dois minutos depois, foi a vez do Atlético lamentar. Guilherme mandou a bomba de fora da área e o goleiro rebateu. Na sobra, Neto Berola, que entrou no lugar de Ricardo Bueno, completou de cabeça e Vilar fez nova defesa.

Aos 22 minutos, o Democrata sofreu uma baixa na equipe. O zagueiro Marden foi expulso após receber o segundo cartão amarelo.

Dez minutos, o Galo chegou ao terceiro gol. Neto Berola foi derrubado na área por Ely Tadeu. Pênalti, que o próprio Berola cobrou e fez 3 a 1. Por pouco, o Atlético não marcou o quarto gol, aos 40 minutos. Magno Alves deixou Renan Oliveira na cara do gol, mas o armador chutou para fora.

DEMOCRATA-GV 1 x 3 ATLÉTICO

DEMOCRATA-GV
Vilar; Lúcio, Sílvio e Marden (expulso); Cláudio, Rogério, Renê (Ely Tadeu, 18min 2ºT), Vander (Serginho, 36min 2ºT) e Ernane; Fernandão (Adriano, 35min 2ºT) e Amilton. Técnico: José Maria Pena

ATLÉTICO
Renan Ribeiro; Rafael Cruz (Patric, 25min 2ºT), Réver, Leonardo Silva e Guilherme Santos; Fillipe Soutto (Wendel, 29min 2ºT), Serginho, Renan Oliveira e Jackson; Magno Alves e Ricardo Bueno (Neto Berola, 13min 2ºT). Técnico: Dorival Júnior

Motivo: 9ª rodada do Campeonato Mineiro
Estádio: José Mammoud Abbas, em Governador Valadares
Data: 3 de abril de 2011

Gols: Magno Alves, 10min 1ºT; Réver, 35min 1ºT; Fernandão, 39min 1ºT; Neto Berola, 33min 2ºT

Árbitro: Emérson de Almeida Ferreira
Assistentes: Pablo Almeida Costa e Breno Rodrigues

Cartões amarelos: Magno Alves, Fillipe Soutto, Renan Oliveira, Patric, Neto Berola (ATL); Vander, Fernandão, Renê, Ernane, Ely Tadeu (DEM)
Cartão vermelho: Marden (DEM)

Villa Nova vence primeira no Alçapão do Bonfim e segue na luta pela classificação


O Villa Nova finalmente venceu a primeira partida em casa no Campeonato Mineiro ao bater a Caldense, por 1 a 0, no Alçapão do Bonfim, pela nona rodada. Com o resultado, o Leão segue na luta por uma vaga entre os quatro primeiros que se classificam para a segunda fase do Estadual.

O gol do triunfo saiu no primeiro minuto da etapa final e foi marcado por Felipe. A vitória deixou o Villa Nova com 15 pontos, conquistados por meio de quatro vitórias e três empates. O triunfo também impediu a classificação antecipada de América e Atlético nesta rodada.

O próximo compromisso do time de Wilson Gottardo será um confronto direto com o América-TO, fora de casa, no dia 10 de fevereiro. O Dragão do Corcovado é uma das equipes do G-4.

A Caldense, por sua vez, segue na oitava posição e não tem mais pretensões no campeonato. O time de Poços de Caldas enfrentará o Atlético, em casa, também no dia 10 de fevereiro.

Primeiro triunfo em Nova Lima

As três partidas anteriores do Villa Nova, em casa, terminaram sem vitória do mandante. Foram dois empates e uma derrota. O Leão do Bonfim perdeu para o Cruzeiro, por 1 a 0, na segunda rodada, e empatou com o Guarani e Ipatinga, por 2 a 2, na quinta e oitava rodadas, respectivamente. (UAI)

Uberaba vence Funorte, por 2 a 1, no Uberabão, e escapa do rebaixamento

O Uberaba venceu o Funorte, por 2 a 1, neste sábado, no estádio Uberabão, pela nona rodada do Campeonato Mineiro. Com o resultado, o Zebu chegou aos dez pontos e se distancia da zona de rebaixamento.

Metematicamente o time ainda não escapou da degola, porém, é improvável que seja ultrapassado por Democrata ou Ipatinga, ambos com apenas quatro pontos.

Na próxima rodada, o Uberaba vai encarar o desesperado Ipatinga, no Vale do Aço. O útlimo compromisso do Zebu será contra o Cruzeiro, em casa.

Já o Funorto continua bem próximo dos últimos colocados, com cinco pontos, e segue em situação complicada. A equipe de Montes Claros ainda enfrantará o Guarani e fará um confronto direto com o Democrata.

Gols da partida

O Uberaba abriu o placar da partida no priemeiro tempo com Ricardo, aos 31min. Na etapa final, Marcinho ampliou, aos 19. Cristiano descontou para o Funorte, aos 39. (UAI)

América vence Tupi, em Juiz de Fora, e está a um passo de garantir classificação

Resultado deixa o Coelho na vice-liderança provisória do Campeonato Mineiro


O América manteve 100% de aproveitamento como visitante no Campeonato Mineiro após bater o Tupi, por 1 a 0, neste sábado, no radialista Mário Helênio, em Juiz de Fora, pela nona rodada.

Com o resultado, o Coelho está próximo da classificação antecipada. Para isso ocorrer, basta o Villa Nova tropeçar diante da Caldense, no Alçapão do Bonfim, neste domingo.

A vitória devolveu a vice-liderança ao Coelho, com 19 pontos. Porém, o Atlético ainda poderá ultrapassá-lo no complemento da rodada, já que enfrentará o Democrata, também no domingo.

O próximo compromisso do América será justamente contra a equipe de Governador Valadares, no dia 10 de fevereiro, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, pela décima rodada do Estadual.

O Tupi, sem mais ambições no campeonato, já disputou essa rodada de forma antecipada, no dia 9 de abril, quando empatou com o Cruzeiro, por 0 a 0.

Em primeiro tempo morno, América abre o placar

A partida começou insossa, com muitos erros de passe no meio-campo.

O América não ofereceu perigo ao adversário nos primeiros minutos. O Tupi, por sua vez, forçou as jogadas de bola parada para conseguir o primeiro gol.

A primeira oportunidade do Galo Carijó surgiu logo aos 7min. Após cobrança de escanteio de Michel Cury, pelo lado esquerdo, o zagueiro Paulo Roberto cabeceou e a bola passou rente à trave de Flávio.

Com a ineficiência de Thiago Silvy, coube ao centroavante Fábio Júnior criar as chances de gol do Coelho. Aos 16min, o artilheiro deu um passe preciso e colocou Marcos Rocha na cara do goleiro Rodrigo. O lateral-direito, porém, desperdiçou a jogada e chutou fraco.

Depois da investida de Marcos Rocha, o Tupi começou a pressionar o adversário e conseguiu controlar as ações da partida. Aos 28min, outro susto para a defesa do América. Paulo Roberto cabeceou com perigo e a bola passou pelo lado direito de Flávio. Minutos depois, Felipe Cordeiro chutou forte, da intermediária, e o goleiro americano defendeu no susto.

Apesar da pressão, o América conseguiu abrir o placar, aos 36min, em falha da defesa do Tupi. Fábio Júnior tocou a bola para Camilo que, dentro da área, colocou a bola no canto esquerdo e marcou seu segundo gol no Campeonato Mineiro.

O Galo Carijó não se abateu e continuou em cima do América. Contudo, as investidas pararam na defesa americana.

Tupi desperdiça oportunidades e Flávio salva Coelho

O América começou a etapa final da partida com a mesma formação. Já o Tupi, em busca da igualdade no placar, substituiu Edilson pelo atacante Cassiano.

Contudo, foi o América quem começou o segundo tempo de forma fulminante. Aos 9min, Camilo lançou o lateral Rodrigo pela ponta esquerda que, por sua vez, bateu cruzado. O goleiro do Galo Carijó salvou sua meta impedindo o segundo gol americano.

Minutos depois, um lance polêmico. O atacante Yan, do Tupi, foi empurrado na área, mas o árbitro não assinalou penalidade.

Aos 16min, Mauro Fernandes fez a primeira substituição no Coelho: trocou Luciano por Moisés.

O atacante Yan, revelado nas categorias de base do América, quase complicou a vida do seu ex-clube em dois momentos. Após erro da defesa americana, aos 18min, ele ficou de frente com o goleiro Flávio e finalizou. O arqueiro do Coelho fez um verdadeiro milagre e salvou a equipe visitante.

O Tupi avançou a marcação, mas esbarrou no bom sistema defensivo do adversário.

No apagar das luzes, Cassiano fez jogada pelo meio e deu um lindo toque no lado direito da área para Yan, que, desequilibrado, chutou por cima do travessão.

Tupi 0 x 1 América

Tupi
Rodrigo; Leo Devanir, Fabrício Soares e Paulo Roberto; Felipe Cordeiro, Assis (Rámon), Claudinho Baiano, Edilson (Cassiano) e Fabiano (Victor Hugo); Michel Cury e Yan.
Técnico: Leonardo Condé

América
Flávio; Marcos Rocha, Otávio, Gabriel e Rodrigo; Nando, Leandro Ferreira, Camilo (Davi Ceará) e Luciano (Moisés); Thiago Silvy (Daniel Lovinho) e Fábio Júnior.
Técnico: Mauro Fernandes

Motivo: 9ª rodada do Campeonato Mineiro

Estádio: Radialista Mário Helênio, em Juiz de Fora

Data: 2 de abril, sábado, às 16h

Gols: Camilo, aos 36min

Árbitro: Ronei Cândido Alves (FMF)

Auxiliares: Marconi Helbert Vieira (CBF/FMF) e Pedro Araújo Dias Cotta (CBF/FMF)

Cartão amarelo: Leandro Ferreira e Moisés (América). Felipe Cordeiro, Cassiano, Fabrício Soares e Cassiano (Tupi)

Pagantes: 1.478

Renda: R$ 8.924

terça-feira, 29 de março de 2011

Cruzeiro vence clássico empolgante e consolida liderança folgada do Mineiro

Time celeste assegurou, matematicamente, sua presença nas semifinais do Estadual

Foram 90 minutos dignos de um confronto tradicional de Minas Gerais, que completará 90 anos em 2011. Ao final, com uma atuação segura e melhor pontaria, o Cruzeiro venceu o América de virada, por 3 a 2, e se consolidou como o líder isolado do Campeonato Mineiro, com seis pontos de frente sobre o Coelho, que tem um jogo a menos no torneio.

O triunfo no estádio Dilzon Melo, em Varginha, também valeu aos estrelados a classificação matemática para as semifinais do Estadual. Agora, a briga do time de Cuca será para manter a condição de líder até o final da primeira fase, para levar vantagem nos jogos decisivos.

O time de Mauro Fernandes não foi batido facilmente e pecou apenas nos 15 minutos finais da etapa inicial, quando se encolheu no gramado. No segundo tempo, o jogo foi ainda mais emocionante, com chances diversas de ambos os lados.

O jogo

Os dois lados do duelo entraram em campo com a certeza de que o clássico deste domingo era mesmo decisivo. O Cruzeiro queria manter a liderança da tabela e o América estava determinado a permanecer na briga pelo primeiro lugar da fase de classificação do Campeonato Mineiro 2011, de olho na vantagem de entrar nas semifinais com o direito de jogar por resultados iguais até a grande final do torneio.

A quatro rodadas do fim da primeira fase do Estadual, o embate entre os rivais começou movimentado. Mauro Fernandes mostrou uma escalação com surpresas e um meio campo mais focado na marcação, com três volantes. Leandro Ferreira, que era dúvida, entrou em campo.

Logo na segunda volta do relógio, o Cruzeiro avançou pela esquerda. Gilberto escapou bem pela lateral, chegou à linha de fundo e cruzou. A bola percorreu toda a extensão da área, até que a defesa americana desviou para escanteio.

A resposta alviverde não demorou e foi mais efetiva. Depois de uma cobrança de falta no campo estrelado, num lance bobo de Gilberto, a bola sobrou limpa para Leandro Ferreira, na entrada da área. O volante foi mais rápido que a zaga e bateu forte, sem chances para Fábio: 1 a 0 no estádio Dilzon Melo, em Varginha, aos quatro minutos de jogo.

O jogo era lá e cá. Aos 05, na saída de bola, depois do América mexer no placar, o Cruzeiro teve chance de empatar com Thiago Ribeiro. O atacante escorou uma bola debaixo das traves, mas mandou pra fora. Quatro minutos depois, nova chance americana. Depois da cobrança de um escanteio pela esquerda, a bola ficou passeando pela área estrelada, até que Gil conseguiu dar um chutão e afastar o perigo.

O apetite das duas equipes era proporcional à importância da partida e o jogo era emocionante no Sul de Minas. O Cruzeiro explorava bem o lado direito do gramado e dali surgiam as principais chances, como aos 24 minutos, quando Pablo pegou bem na bola e exigiu reflexo do goleiro Flávio, que segurou firme.

O América passou a jogar num ritmo mais lento, tentando aproveitar os erros celestes. A opção acabou atraindo ainda mais o Cruzeiro, que pressionava bastante e rondava a meta verde e branca. Aos 29 minutos, a Raposa quase marcou. Numa cobrança de falta ensaiada, Roger rolou para Montillo, que bateu forte. Flávio soltou a bola na pequena área, mas a zaga conseguiu afastar antes da chegada de um cruzeirense para nova conclusão.

A insistência azul surtiu efeito ainda no primeiro tempo, fruto do acanhamento do América em seu campo de jogo depois dos 30 minutos. Aos 41, Montillo cruzou uma bola pela direita e encontrou Thiago Ribeiro pronto para o bote. O atacante não perdoou e mandou para as redes: 1 a 1 em Varginha.

Segunda etapa empolgante


O Cruzeiro voltou para a etapa complementar com a mesma formação do primeiro tempo. No América, Mauro Fernandes promoveu uma alteração no ataque: sacou Luciano e colocou Thiago Silvy em campo.

Buscando uma situação ainda mais confortável na tabela, a Raposa logo tomou a iniciativa. No primeiro minuto, Montillo escapou pela direita e cruzou da linha de fundo, mas não encontrou nenhum companheiro para o arrematar dentro da área. O América deu o troco logo depois. Na meia-lua, Fábio Júnior dominou uma bola e serviu Irênio, que bateu para o gol, mas carimbou a zaga.

No início do segundo tempo, o jogo era uma reprise dos primeiros momentos da etapa inicial: franco e muito disputado. Aos quatro minutos, depois de uma bela jogada individual de Roger, a bola sobrou para Leo dentro da área e o zagueiro desviou com facilidade: 2 a 1 e a virada cruzeirense em Varginha. A alegria celeste com o placar durou pouco. Aos 06, Leandro Ferreira, que era dúvida até este domingo e por pouco não ficou fora do clássico, resolveu arriscar de longe e soltou um torpedo pela direita. Fábio nem se mexeu: 2 a 2.

Depois de decretar o empate, o Coelho teve ótima chance para ampliar, aos nove minutos. Thiago Silvy foi lançado e entrou livre no território de Fábio, de frente para o camisa 1, mas desperdiçou uma oportunidade incrível, batendo à esquerda do goleiro.

Logo depois dos 20 minutos, os dois treinadores resolveram mexer nas equipes, ao mesmo tempo. Cuca sacou Roger e Gilberto para as entradas de Wellington Paulista e Everton. Já Mauro Fernandes tirou Irênio do gramado e colocou Netinho no jogo.

Ao contrário da primeira etapa, quando resolveu se encolher depois dos 30 minutos, o América era efetivo no terço final do segundo tempo e, ao lado do Cruzeiro, buscava o gol o tempo todo. O clássico era aguerrido e ambas as equipes tinham chances para desempatar.

Aos 33 minutos, os celestes tiveram duas chances seguidas para marcar. Na primeira, Wallyson invadiu a área e tentou acionar Wellington Paulista, mas a zaga interceptou o lance. Depois, após um cruzamento da direita, Flávio deu um tapa na bola, mas Everton emendou o rebote de bicicleta e quase deixou sua marca nas redes americanas.

Como nos primeiros 45 minutos, a insistência estrelada foi premiada. Aos 39, Wallyson partiu rápido pela direita e cruzou na medida para Montillo escrever 3 a 2 no placar do Dilzon Melo e decretar a festa da torcida azul no Sul de Minas.

América 2 x 3 Cruzeiro

América
Flávio; Marcos Rocha, Otávio, Gabriel Santos e Jean Batista; Dudu (David Ceará), Leandro Ferreira, Nando e Irênio (Netinho); Luciano (Thiago Silvy) e Fábio Júnior.

Cruzeiro
Fábio, Pablo, Gil, Leo e Gilberto (Everton); Marquinhos Paraná, Leandro Guerreiro, Roger (Wellington Paulista) e Montillo; Wallyson e Thiago Ribeiro (Ortigoza).

Técnico: Cuca

Motivo: 8ª rodada do Campeonato Mineiro
Estádio: Melão, em Varginha
Data: 27 de março de 2011

Gols: Leandro Ferreira, aos 04 minutos, e Thiago Ribeiro, aos 41 minutos do 1º tempo; Leandro Ferreira, aos 04 minutos, Leo, aos 06 minutos, e Montillo, aos 39 minutos do 2º tempo

Árbitro: Émerson de Almeida Ferreira (CBF/FMF)
Assistentes: Helbert Costa Andrade (CBF/FMF) e Pablo Almeida Costa (CBF/FMF)

Cartões amarelos: Gilberto, Gil, Roger e Marquinhos Paraná (Cruzeiro) ; Nando, Jean Batista, Thiago Silvy, Irênio, Leandro Ferreira e Gabriel Santos (América)

Público pagante: 13.152
Renda: R$ 385.850,00