domingo, 27 de fevereiro de 2011

América vira sobre o Atlético e assume a liderança isolada do Campeonato Mineiro

Em clássico movimentado, Coelho sai em desvantagem e reage em tarde de Fábio Júnior


O Campeonato Mineiro tem um novo líder. O América venceu o Atlético por 2 a 1, de virada, neste domingo, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, e roubou a ponta do próprio time alvinegro. O jogo foi marcado pela movimentação e luta constante, lembrando os bons tempos do antigo ‘Clássico das Multidões’, que acirrou a rivalidade entre os clubes nas décadas de 40 e 50. O Galo saiu na frente com Neto Berola, mas o Coelho passou à frente com dois gols de Fábio Júnior, artilheiro do Estadual.

Além de vencer o duelo pela liderança, o América também levou a melhor no confronto entre os artilheiros. Com os dois gols, Fábio Júnior abriu vantagem sobre os concorrentes Diego Tardelli, Magno Alves e Neto Berola, este vice-goleador ao marcar cinco vezes. O Coelho chegou a 13 pontos, ultrapassou o Atlético e se isolou na ponta. Já o Galo, que até então tinha vencido todas as partidas, perdeu a primeira do ano e vê o Cruzeiro encostar. O Alvinegro segura a segunda posição por ter balançado as redes mais que o rival: 15 a 11.

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O América, que não vencia o Galo em jogos oficiais desde 2005, ampliou a série invicta contra o Atlético. O Coelho não é derrotado pelo Alvinegro desde 2007. A vitória no clássico deu mais emoção ao campeonato, que tem os grandes da capital ocupando as três primeiras posições. Único invicto depois de cinco partidas, o time alviverde só voltará a jogar depois do carnaval, quando enfrentará o Guarani, em Divinópolis, em 12 de março. Já os alvinegros dão um tempo no Estadual e se preocupam com a partida de volta pela Copa do Brasil, diante do Iape, na próxima quarta-feira, em Sete Lagoas.

O jogo

Foi mais um clássico eletrizante na Arena do Jacaré. O jogo começou com ritmo alucinante, as duas equipes correndo muito e procurando o ataque. O forte calor parece ter passado despercebido pelos times, que abusavam dos lances em velocidade. Com Neto Berola titular, a expectativa do técnico Dorival Júnior era dar mais dinâmica ofensiva ao Galo. Do lado do Coelho, Mauro Fernandes, que chegou a ensaiar uma mudança de esquema, apostou no 4-4-2 e na base que atuou na Série B.

O América começou melhor e teve duas oportunidades logo de cara. Fábio Júnior arriscou o chute e a bola passou perto. Depois, Sheslon concluiu, Renan espalmou e Luciano completou. Mas o goleiro salvou com a perna. O Atlético tentou dar o troco com Diego Tardelli, que chutou e Flávio pegou em dois tempos. A disputa pela bola e a saída rápida para o ataque eram as principais características do jogo.

Empurrado pela torcida, o Atlético procurava atacar sempre pelas laterais, com a constante movimentação de Neto Berola, que dava muito trabalho aos marcadores. O América dava atenção à marcação e na chegada em velocidade. Sheslon voltou a chutar de longe e obrigou Renan Ribeiro a outra defesa difícil. Pelo ritmo alucinante e a vontade dos jogadores, era previsível que o placar não demoraria a ser mexido. E foi o Galo quem aproveitou primeiro. Aos 13min, Diego Tardelli fez boa jogada e tocou a Renan Oliveira, que cruzou para conclusão certeira de Neto Berola: 1 a 0.

O América saiu em busca da reação, mas teve dificuldade com a marcação rígida do Galo, que atrapalhava a troca de passes do adversário. E os contra-ataques com Neto Berola eram sempre ameaça aos alviverdes. Mas o Coelho conseguiu empatar aos 20min, em jogada rápida pela esquerda. Luciano escapou de Serginho, que bobeou no combate, invadiu a área e tocou a Fábio Júnior. Sem marcação, o artilheiro concluiu duas vezes para marcar o sexto gol no Mineiro: 1 a 1.


Depois do empate, o América diminuiu um pouco o ritmo. E o Atlético continuou atacando, agora em busca de outra vantagem. E quase conseguiu o segundo gol com Diego Tardelli. Acionado por Richarlyson, ele não superou o goleiro Flávio, que fez excelente defesa. Neto Berola seguia incomodando os marcadores, mas não foi feliz nas conclusões. No fim da primeira etapa, o Coelho voltou a arriscar mais e quase virou com Fábio Júnior, que não acertou o alvo. O empate acabou sendo justo pela atuação das equipes.

Virada do Coelho

No segundo tempo o Galo voltou com uma alteração. Jackson foi lançado no lugar de Ricardinho. Dorival Júnior reforçou a marcação, principalmente para impedir os avanços de Rodrigo, pela esquerda. A característica da partida, muita pegada e saídas rápidas, não mudou. O Atlético tomava a iniciativa e o América cercava, para sair em contragolpe. A arbitragem, até então sem tanto trabalho, foi protagonista de um lance polêmico. Serginho invadiu a área e dividiu a bola com Flávio. O juiz marcou pênalti, inexistente, e provocou a ira dos americanos. Na cobrança, Diego Tardelli bateu mal e o goleiro defendeu.

Mas o jogo ficou ainda mais brigado. Tardelli, ‘mordido’ com a perda do pênalti, chegou a se desentender com Dudu. E o volante, que já recebera o cartão amarelo, foi sacado por Mauro Fernandes, temendo o vermelho. Os ânimos americanos continuaram exaltados e a ‘vítima’ da arbitragem foi o próprio treinador, expulso de campo. No Atlético, Dorival fez duas mexidas, trocando Renan Oliveira e Neto Berola por Magno Alves e Mancini, respectivamente.

De tanto insistir e não conseguir marcar o segundo, o Galo foi castigado com a virada. E ela veio dos pés do artilheiro do Estadual. Aos 27, Fábio Júnior recebeu diante de Werley, arriscou de longe e contou com a falha de Renan Ribeiro, que deixou a bola passar: 2 a 1. Foi o sétimo gol do atacante no Mineiro, em cinco partidas – média de 1,4 por jogo.

Foi a vez de o Atlético sair para tentar a virada e manter os 100% de aproveitamento. Mas os jogadores que entraram no decorrer do segundo tempo não resolveram. Jackson pouco produziu, enquanto Magno Alves e Mancini também tiveram atuação discreta e não corresponderam. O América tratou de se fechar mais na marcação para assegurar a vitória. E teve a tarefa facilitada pelos erros dos jogadores de frente do Galo.

ATLÉTICO 1 X 2 AMÉRICA

Atlético
Renan Ribeiro; Serginho, Werley, Réver e Leandro; Zé Luís, Richarlyson, Ricardinho (Jackson) e Renan Oliveira (Magno Alves); Neto Berola (Mancini) e Diego Tardelli
Técnico: Dorival Júnior

América
Flávio; Sheslon (Otávio), Micão, Gabriel e Rodrigo; Dudu (Nando), Leandro Ferreira, Irênio e Camilo; Luciano (Moisés) e Fábio Júnior
Técnico: Mauro Fernandes

Motivo: quinta rodada do Campeonato Mineiro
Estádio: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas
Público: 17.030 pagantes
Renda: R$ 165.200
Árbitro: Joel Tolentino Damata Júnior
Assistentes: Guilherme Dias Camilo e Marconi Helbert Vieira
Gols: Neto Berola, 13min, Fábio Júnior, 20min do 1ºT; Fábio Júnior, 27min, 2ºT
Amarelos: Diego Tardelli, Neto Berola, Serginho, Renan Oliveira, Richarlyson, Zé Luís (Atlético); Leandro Ferreira, Flávio, Irênio (América)

Jogadores valorizam adversário em vitória conquistada no último minuto


Os jogadores do Cruzeiro valorizaram muito o time do América-TO, depois da vitória por 2 a 1, neste sábado, em Teófilo Otoni. O adversário jogou com um homem a menos durante quase todo o segundo tempo e mesmo assim deu muito trabalho ao Cruzeiro, além de ter tido um gol anulado pelo árbitro Émerson de Almeida Ferreira, em lance polêmico.

“Superamos a adversidade, prevíamos um jogo difícil e foi o que aconteceu. O campo não estava em boas condições e mesmo assim conseguimos vencer. No final houve a recompensa. Nós sabíamos da dificuldade que iríamos encontrar. Graças a Deus conseguimos fazer o gol no sufoco, no fim do jogo. Campeonato Mineiro é assim, jogo pegado, correria, graças a Deus conseguimos vencer”, comemorou o zagueiro Gil.

O atacante Thiago Ribeiro valorizou a força do elenco do Cruzeiro. Ele entrou no segundo tempo, no lugar de Wellington Paulista, e deu mais movimentação ao ataque. Para ele, o gol no último minuto coroou o esforço cruzeirense, mesmo que tenha sido marcado contra, pelo zagueiro Rodrigo Sena, do América-TO.

”O gol foi contra, mas tenho a impressão que, se o zagueiro não tenta tirar a bola, o Farías estava atrás para fazer o gol. De qualquer forma o gol ia sair. O importante foi que criamos jogadas. Perdemos duas chances claríssimas e pecamos nisso. Depois que o jogador do América foi expulso, erramos e foi esse desespero até o final, corremos perigo, mas mantivemos a calma e fizemos o gol no fim”.

Ipatinga e Democrata empatam sem gols e permanecem nas últimas colocações

O Ipatinga não saiu do empate sem gols com o Democrata neste domingo, no Ipatingão, e segue na lanterna do Campeonato Mineiro com apenas dois pontos. Sob o comando do técnico Guilherme Alves, o Tigre segue sem derrota, já que venceu o Rio Branco-ES na última quarta-feira, pela Copa do Brasil.

Depois do recesso de carnaval, ambas as equipes terão difíceis compromissos contra os clubes da capital. O Ipatinga receberá o Atlético no Vale do Aço, em 13 de março e, no mesmo dia, a Pantera, que se manteve em 10º lugar com três pontos, enfrentará o Cruzeiro na Arena do Jacaré.

Após virar o marcador, Villa Nova cede empate ao Guarani, em Nova Lima: 2 a 2


O Villa Nova empatou em 2 a 2 com o Guarani, nesta tarde, em Nova Lima. O Bugre abriu vantagem com o atacante Chico Marcelo, aos dois minutos de jogo, mas o Leão não se abateu com o placar adverso e conseguiu reverter o marcador ainda na primeira etapa, com dois gols do armador Gedeon.

Na etapa final, o Villa Nova cedeu espaços ao adversário, que conseguiu empatar o jogo com o meia Luís Fernando, aos 21 minutos. Após a igualdade no placar, a partida ficou equilibrada até o fim.

Com o empate, o Villa manteve o quarto lugar, com oito pontos. Já o Guarani caiu para sexto, com sete. Na sequência da competição, depois do recesso de carnaval, o Leão enfrentará o Uberaba, dia 13, no Triângulo Mineiro. O Bugre, por sua vez, receberá o América no Farião.

Sem torcida, Funorte não passa do empate por 1 a 1 com a Caldense

Funorte e Caldense empataram por 1 a 1, ontem à tarde, no Estádio José Maria Melo, em Montes Claros. O resultado foi ruim para as duas equipes, que fazem más campanha no Campeonato Mineiro, mas pior para o time da casa, em penúltimo lugar na competição e correndo o risco de cair para a lanterna, caso o Ipatinga vença o Democrata, neste domingo.

A partida foi disputada sem a presença da torcida, uma vez que o laudo da estrutura de engenharia do estádio, elaborado pelo Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura de Minas Gerais (CREA-MG), não foi emitido a tempo para que o Ministério Público liberasse a entrada dos torcedores.

Precisando da vitória, o Formigão começou o jogo com muita movimentação no ataque. Logo nos minutos iniciais, teve boas chances de gol com Dandão. Com o jogo aberto, o Funorte acabou possibilitando boas oportunidades de jogadas de contra-ataque por parte do adversário. E a Caldense soube aproveitar desta situação.

Aos 18, a equipe visitante criou uma boa jogada com Chimba, que chutou forte e obrigou o goleiro do Formigão, Rafael Barrios, a fazer boa defesa. Aos 35min, a Caldense abriu o marcador. Lúcio partiu pela esquerda e cruzou para a área, à meia altura. O atacante Luisinho, mesmo com 1m60, cabeceou entre os zagueiros do Funorte. A bola entrou no canto esquerdo do gol de Rafael Barrios.

Necessitando reverter o placar de qualquer maneira, o técnico do Funorte, Wagner Oliveira, no intervalo fez várias mudanças, tirando um zagueiro (Anderson Mendes) e colocando um meia atacante (Gabriel). O time voltou mais ofensivo na segunda etapa, jogando, principalmente, pelo lado direito. Desta forma, a equipe da casa conseguiu empatar aos 9min do segundo tempo. Peter entrou na área, dribou o zagueiro e tocou para o atacante Dandão, que, na frente do goleiro, teve apenas o trabalho de tocar para o fundo das redes.

O Funorte continuou atacando, mas não conseguiu chegar à meta adversária. Além disso, a Caldense teve uma grande chance para fazer o segundo gol, com uma falta a seu favor na entrada da área. Jardel cobrou e a bola bateu na trave direita do goleiro Rafael Barrios. O Funorte ainda teve um gol anulado no fim da partida, por impedimento.

Funorte 1 x 1 Caldense

Funorte
Rafael Barrios; Anderson Silveira, Binho, Vinícius, Anderson Mendes (Gabriel) e Stanley (Cristiano); Marcelino, Toto, Peter; Dandão (Caio Vilela) e Wallisson Mineiro
Técnico: Wagner Oliveira

Caldense
Gleisson; Ivo (Robinho), André Alves, Rafael Dias e Márcio Loyola; Vieira, Maxuel, Chimba e Jardel (Flavinho); Lúcio Bala (Neto Potiguar) e Luisinho
Técnico: Paulo Cézar Catanoce

Gols: Luisinho aos 35min do 1º tempo e Dandão aos 9 min do 2º tempo
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro
Assistentes: Adenílson Alves Teixeira e Marcelo Francisco dos Santos

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Marcos Rocha lamenta ausência no clássico, mas confia no substituto Sheslon

O lateral-direito Marcos Rocha lamentou a ausência no clássico deste domingo, contra o Atlético, pelo Campeonato Mineiro. O jogador foi emprestado pelo Galo ao América e por conta de uma cláusula no contrato não poderá enfrentar o seu ex-clube. A diretoria do Coelho bem que tentou a liberação do atleta para a partida, porém, o Alvinegro não atendeu o pedido.

Entretanto, Marcos Rocha acredita que o América terá um substituto à sua altura e que não comprometerá o desempenho da equipe. O lateral Sheslon, também emprestado pelo Galo, é a provável escolha de Mauro Fernandes para a posição. Os dois jogadores foram formados nas categorias de base do Atlético e se conhecem muito bem.

“Conheço o Sheslon desde a categoria de base do próprio Atlético. Sei que ele é capaz de me substituir e fazer até mais do que venho fazendo. Torço para isso, pois ele é um grande companheiro. Fiquei muito chateado pela não liberação por parte do Atlético, mas tenho certeza de que o Sheslon está pronto para apresentar um grande futebol no clássico”, avaliou Marcos Rocha.

Ao contrário de Sheslon, que deve encarar seu primeiro jogo contra o ex-clube, Marcos Rocha já enfrentou o Atlético e marcou, inclusive, o gol da vitória do América. Foi no ano passado, quando as duas equipes realizaram um amistoso, no dia 30 de junho, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. O Coelho venceu por 1 a 0 com um golaço de Marcos, que roubou a bola do defensor atleticano, invadiu a área e encobriu o goleiro Fábio Costa. (UAI)

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Villa Nova bate Democrata-GV no fim e garante segunda vitória no Mineiro

O Villa Nova conquistou a segunda vitória no Campeonato Mineiro, e de forma consecutiva. O Leão do Bonfim bateu o Democrata por 3 a 2, nesta segunda-feira, no Mamudão, em Governador Valadares, e manteve o bom momento no Estadual. Gedeon, Marinho e Felipe marcaram para o time de Nova Lima, enquanto Ely Thadeu e Fernandão balançaram as redes para a equipe da casa.

O resultado levou o Villa Nova ao quarto lugar na tabela, com sete pontos. O time de Nova Lima entrou na briga pelas quatro primeiras posições, que garantirão vaga nas semifinais. Já o Democrata-GV continuou em situação difícil, com apenas dois pontos, um a frente de Funorte e Ipatinga, os dois últimos colocados.

Estreando novo técnico, José Maria Pena, que assumiu na vaga do demitido Anthoni Santoro, o Democrata-GV começou bem e saiu na frente no fim do primeiro, com Ely Thadeu, aos 43min. Na etapa final, o Villa Nova buscou a virada com Gedeon, aos 6, e o artilheiro Marinho, aos 26. A Pantera igualou com Fernandão, aos 35, mas Felipe, aos 44, garantiu os três pontos importantes para o Leão do Bonfim.

Na próxima rodada o Villa Nova terá um confronto direto com o Guarani, para ficar entre os quatro primeiros. O jogo será no domingo que vem, às 16h, no Castor Cifuentes, em Nova Lima. Já o Democrata fará o duelo dos desesperados contra o Ipatinga, na mesma data e horário, no Estádio Ipatingão.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Democrata e Caldense ficam no empate em Governador Valadares

Democrata-GV e Caldense continuam sem vitória no Campeonato Mineiro. Os dois times ficaram no empate por 1 a 1, nesta quarta-feira, no Estádio Mamudão, em Governador Valadares, em jogo antecipado da oitava rodada. Renê abriu o placar para a Pantera, enquanto Rivaldo, na etapa final, igualou o placar para o time de Poços de Caldas.

Democrata-GV e Caldense somam dois pontos na classificação, com dois empates e duas derrotas. O próximo compromisso da Pantera será diante do Villa Nova, na próxima segunda-feira, às 20h30, no Mamudão. Já o time de Poços de Caldas jogará no domingo, às 16h, em casa, contra o Uberaba.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Democrata contrata lateral-esquerdo revelado na base do Flamengo

A campanha ruim do Democrata nas três primeiras rodadas do Campeonato Mineiro fez a diretoria tomar providências no fim de semana. Os dirigentes anunciaram a contratação do lateral-esquerdo Henrique Zorzal, revelado nas categorias de base do Flamengo, para ajudar o time a se erguer na competição. O jogador disputou o Campeonato Brasileiro Sub-23 pelo rubro-negro em 2010.

Foram dispensados amigavelmente os laterais José Wilker e Baiano. Já o meia Vander está afastado por tempo indeterminado e não enfrentará a Caldense nesta quarta, às 20h30, no estádio José Mammoud Abbas.

Em três rodadas, a Pantera já atuou duas vezes como mandante, mas não soube tirar proveito do fator campo, ao empatar sem gols com o América-TO e perder para o Guarani por 2 a 0. No último fim de semana, a equipe foi derrotada pelo Tupi por 4 a 3, em Juiz de Fora. O elenco se reapresentou nesta segunda-feira após se reunir com a comissão técnica, que comandou treinamentos físico e tático no Mamudão.

Ficha do atleta:
Nome: Henrique Zorzal Moreira
Data de nascimento: 04/11/1990
Local: Afonso Cláudio
Altura: 1,81m
Peso: 70Kg
Clube: Flamengo

domingo, 13 de fevereiro de 2011

América vence Ipatinga com três gols de Fábio Júnior em cobranças de pênalti

Coelho derrota o Ipatinga, de virada, por 4 a 1 na Arena do Jacaré, e assume a vice-liderança do Campeonato Mineiro. Tigre continua sem vencer

O América assumiu a vice-liderança do Campeonato Mineiro ao golear o Ipatinga, de virada, por 4 a 1, neste domingo, na Arena do Jacaré, pela terceira rodada do Estadual. O atacante Fábio Júnior, que perdeu um pênalti no primeiro tempo, converteu três no segundo. Já o Tigre continua sem vencer na competição.

Na próxima rodada, o América receberá o Funorte, no próximo domingo. O Ipatinga enfrentará o Cruzeiro no sábado.


O Coelho mostrou mais ímpeto no primeiro tempo e de tanto pressionar,acabou conseguindo um pênalt aos 11min, quando Camilo caiu na área. O Coelho não conseguiu, contudo, aproveitar a chance: Fábio Júnior bateu à esquerda de Bruno, que acertou o canto e defendeu a cobrança.

O lance deu moral para o Tigre, que passou a avançar mais. Aos 19, Élder exibiu boa defesa de Flávio. Confirmando a sina de sempre complicar as partidas contra o Coelho, o Ipatinga abriu o placar aos 23, com Wanderson, que chutou e contou com a sorte, já que a bola desviou em Micão antes de entrar.

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A história da partida começou a mudar aos 32min, quando Camilo fez boa jogada pela direita, mandou na área e Luciano apareceu, completando de primeira para o gol. Na comemoração, o armador retirou uma fita preta do calção e apontou para o céu, homengeando o ex-companheiro Willian Morais, assassinado em BH na semana passada.

Virada

O discurso dos jogadores na volta do intervalo era de que América buscaria a virada. Não demorou muito para a teoria virar prática e logo aos 3min saiu o segundo gol do Coelho. Irênio cobrou escanteio e mandou a bola na cabeça de Fábio Júnior, que nem precisou pular para mandar a bola para o fundo das redes e fazer 2 a 1 para o América.

O gol não abateu o Ipatinga, que foi em busca do empate, acionando, principalmente, o lateral-direito Luizinho. Preocupado com os avanços do Tigre, o técnico americano Mauro Fernandes decidiu reforçar a defesa e fez a terceira alteração aos 25min, com a entrada do volante Moisés no lugar de Irênio.

O Coelho diminuiu o ritmo, dando mais campo para o Tigre trocar passes. Apesar de ter mais posse de bola, a equipe do Vale do Aço não conseguiu, contudo, transformar o domínio em gols. Rodou muito com a bola e pouco finalizou.

Acabou pagando caro, pois em vez de chegar ao empate, acabou vendo o América marcar o terceiro gol. Aos 38, Marcos Rocha foi derrubado na área por Duílio. Fábio Júnior se apresentou novamente para a cobrança e, desta vez, não perdoou. Mudou a batida e mandou a bola no canto direito de Bruno que, de novo, caíra para a esquerda.

Aos 44, a vitória virou goleada. Moisés sofreu pênalti, se apresentou para a cobrança, mas veio a ordem do banco para que Fábio Júnior batesse. O atacante converteu mais um e fez o quarto gol do Coelho, seu terceiro da tarde. Na comemoração, Moisés mostrou uma camisa com a foto de William Morais.



AMÉRICA 4 x 1 IPATINGA

AMÉRICA
Flávio; Marcos Rocha, Micão, Gabriel e Jean Batista (Rodrigo); Dudu, Leandro Ferreira, Irênio (Moisés) e Luciano (Eliandro); Camilo e Fábio Júnior. Técnico: Mauro Fernandes

IPATINGA
Bruno; Luizinho, Marcelinho, Duílio e Marinho Donizete (William Júnior); Denílson, Élder (Rodrigo Antônio), Leandro Brasília, Chiquinho e Wanderson (Júlio César); Daniel Morais. Técnico: Gérson Evaristo

Motivo: 3ª rodada do Campeonato Mineiro
Estádio: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas
Data: 13/2/2011
Gols: Wanderson aos 23 e Luciano aos 32 do primeiro tempo. Fábio Júnior aos 3, 40 e 46 do segundo
Árbitro: Igor Junio Benevenuto (FMF)
Assistentes: Marconi Helbert Vieira (CBF/FMF) e Pablo Almeida Costa (CBF/FMF)
Cartão amarelo: Irênio, Jean Batista, Élder, Marinho Donizete, Daniel Morais, Gabriel e Rodrigo

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América está definido para tentar furar a retranca do Ipatinga na Arena do Jacaré


O América está definido para enfrentar o Ipatinga neste domingo, às 17h, na Arena do Jacaré, pela terceira rodada do Campeonato Mineiro. O técnico Mauro Fernandes revelou na última sexta-feira a escalação com uma novidade, o armador Camilo, jogador emprestado pelo Cruzeiro, terá a primeira oportunidade como titular.

Desta forma, Camilo fará dupla com Fábio Júnior no ataque, tomando a vaga de Daniel Lovinho, titular nas primeiras rodadas. O Coelho vai jogar no esquema 4-4-2 encarando o confronto como uma decisão.

“Fizemos dois bons coletivos e estou muito otimista com este time para domingo. Mas temos que encarar o jogo como uma decisão. Não é uma decisão só para eles, mas também para nós. Sobre a mudança, o Camilo é um jogador bem dinâmico e a entrada dele deu velocidade ao time. Eu acho que ele vai se encaixar bem”, afirmou Fernandes ao site do clube.

Quem também deverá estrear no decorrer da partida é o atacante Eliandro, relacionado ao lado de França, Rodrigo, Preto, Otávio, Moisés, Davi Ceará e Daniel Lovinho. Destes, um será cortado pelo treinador momentos antes do confronto.

Já o Ipatinga entrará em campo no esquema 4-5-1, preocupado em evitar que novos erros de marcação ocorram diante do adversário. O Tigre tentará segurar as iniciativas tomadas pelo América para encontrar espaços em campo. O técnico Gérson Evaristo espera que sua equipe possa reencontrar o melhor futebol para sair de Sete Lagoas com a primeira vitória no Estadual.

“Ano passado, mesmo com o descenso, aquela arrancada que nós tivemos (na Série B) foi justamente porque o time não tinha vergonha de marcar. E parece que nós perdemos essa característica este ano. No futebol, hoje em dia, você tem que marcar. E começa desde lá de cima. Se o setor da frente marca, não sobrecarrega o meio. E se o meio marca, não sobrecarrega na frente. Então temos que marcar sim. E como nossa equipe ficou mais rápida, com jogadores criativos, é uma maneira para tentarmos surpreender o América”, ressaltou o técnico ao site do jornal Diário do Aço.

Quem vive a expectativa de enfrentar o América é o atacante Daniel Morais, revelado nas categorias de base do Coelho, que poderá iniciar a partida no lugar de Joãozinho, que reclama de dores na panturrilha.

AMÉRICA x IPATINGA

AMÉRICA
Flávio; Marcos Rocha, Micão, Gabriel e Jean Batista; Dudu, Leandro Ferreira, Irênio e Luciano; Camilo e Fábio Júnior. Técnico: Mauro Fernandes

IPATINGA
Bruno; Luizinho, Marcelinho, Duílio (Max) e Marinho Donizete; Denílson, Élder, Leandro Brasília, Chiquinho e Wanderson; Daniel Morais (Joãozinho) Técnico: Gérson Evaristo

Motivo: 3ª rodada do Campeonato Mineiro
Estádio: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas
Data e horário: domingo, 13/02/2011, às 17h
Árbitro: Igor Junio Benevenuto (FMF)
Assistentes: Marconi Helbert Vieira (CBF/FMF) e Pablo Almeida Costa (CBF/FMF)

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Em tarde de Diego Tardelli, Galo vence clássico emocionante na Arena do Jacaré

Atacante marca três vezes e comanda triunfo alvinegro no primeiro duelo da década


O Atlético levou a melhor no primeiro clássico da década. Mesmo sem a presença da torcida, o Galo venceu por 4 a 3, neste sábado, em grande partida na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, pela terceira rodada do Campeonato Mineiro. O Cruzeiro saiu na frente, com Wellington Paulista, mas os alvinegros viraram no primeiro tempo, com dois gols de Diego Tardelli, um de pênalti. Na etapa final, os celestes igualaram com Henrique, mas os atleticanos garantiram o triunfo com mais um de Tardelli e outro de Neto Berola, na etapa final. Gil ainda descontou no fim.

O clássico comprovou que torcida não ganha jogo. Foi o terceiro confronto entre os rivais que contou com apenas torcedores de uma das equipes, e novamente quem não teve o apoio da massa saiu vencedor. Como no 1 a 0 do Cruzeiro sobre o Galo, no primeiro turno do Brasileiro, na Arena do Jacaré, e nos 4 a 3 do alvinegro sobre os celestes, em Uberlândia, no returno do campeonato nacional, ambos em 2010.

Com o resultado, o Atlético assumiu a liderança provisória do Mineiro, com nove pontos, aproveitamento de 100%, três vitórias em igual número de partidas. Mas o Guarani de Divinópolis poderá retomar a ponta neste domingo, caso vença o Uberaba, em Divinópolis. O Cruzeiro se manteve com seis pontos e se concentrará agora na Copa Libertadores. Na próxima quarta-feira, em Sete Lagoas, o time celeste começará a participação na competição, diante do Estudiantes.

O jogo

Os jogadores dos dois times pareciam não sentir os efeitos do forte calor. O primeiro tempo foi marcado pelos lances em velocidade. O Atlético apostando nas subidas de Leandro e Magno Alves, pelo lado esquerdo do ataque. E o Cruzeiro com os deslocamentos rápidos pelo meio, com a participação de Thiago Ribeiro na direita.

O ponto forte do Cruzeiro estava no bom entrosamento do meio-campo. Henrique deixava o setor defensivo e era presença constante no ataque. Já o Atlético apostava na velocidade, com Magno Alves e Diego Tardelli, além das chegadas de Renan Oliveira. Depois dos 15min, o clássico ganhou em emoção. Primeiro, com o gol de Wellington Paulista, abrindo o placar. Aos 19, ele dominou a bola na área e, com tranquilidade, tirou do alcance de Renan Ribeiro: 1 a 0.

Como todo clássico tem lances polêmicos, o deste sábado também foi marcado por uma jogada discutível. Foi assim no empate do Atlético, em um pênalti marcado pelo árbitro, depois de cobrança de escanteio de Ricardinho. Na cobrança, aos 23, Diego Tardelli bateu no canto direito e deslocou Fábio, que pulou para o outro lado. Os cruzeirenses começaram a ficar irritados com a arbitragem, enquanto os atleticanos trataram de aproveitar o momento para virar. E foi rápido. Aos 27, Jackson iniciou a jogada e Diego Tardelli surgiu de repente, nas costas de Leo, para superar Fábio: 2 a 1.

O time celeste tentou reagir, mas encontrou uma barreira no goleiro Renan Ribeiro, que pegou chutes de Gilberto e Diego Renan. E quando ele não conseguiu defender, a trave impediu o gol. A verdade é que o segundo gol do Atlético aumentou a irritação dos cruzeirenses, principalmente em função da comemoração de Diego Tardelli. O árbitro Cleisson Veloso teve trabalho para conduzir a partida até o fim do primeiro tempo. Tanto que Wellington Paulista deixou o campo discutindo com Tardelli. Ânimos acirrados, promessa de grande segunda etapa.

Emoção até o fim

E foi o que ocorreu. O segundo tempo começou eletrizante, com gols e muita movimentação das duas equipes. O Cruzeiro empatou aos 3min, com Henrique, que superou dois marcadores e tocou à esquerda de Renan Ribeiro. Mas o Atlético não se intimidou e ficou novamente à frente do placar. Aos 5, Diego Tardelli recebeu perto da área e girou rápido para mandar a bola no canto direito de Fábio: 3 a 2.

Com Roger em campo, o Cruzeiro buscava se reequilibrar para chegar ao empate no toque de bola. Já o Atlético era ameaçador nos contragolpes. E foi em um lance desse tipo que Renan Oliveira teve a bola para matar o clássico. Mas Fábio saiu muito bem e levou a melhor. Do lado celeste, Montillo comandava o time, mas a defesa alvinegra estava bem. Dorival Júnior mexeu, tirou Magno Alves e pôs Neto Berola, procurando aumentar a velocidade. E a alteração foi acertada, pois o veloz atacante incendiou a partida.

Aos 26, em ótimo passe de Ricardinho, Neto Berola entrou como um foguete na área, driblou Fábio e rolou para as redes. O quarto gol arrefeceu o ânimo dos torcedores, mas não o Cruzeiro, que continuou lutando bravamente em busca da reação. Mesmo se arriscando a levar mais contragolpes, o time celeste não tinha outra alternativa a não ser se expor. O Galo recuou perigosamente e o time celeste diminuiu aos 40, com Gil. Em seguida, a trave salvou o alvinegro em cabeçada de Wellington Paulista. Com emoção até o fim, os alvinegros resistiram ao sufoco e garantiram a importante vitória para embalar o time neste começo de temporada.

CRUZEIRO 3 X 4 ATLÉTICO

CRUZEIRO

Fábio; Pablo, Leo (Edcarlos), Gil e Diego Renan (Wallyson); Leandro Guerreiro, Henrique, Gilberto (Roger) e Montillo; Thiago Ribeiro e Wellington Paulista
Técnico: Cuca

ATLÉTICO

Renan Ribeiro; Jackson, Leonardo Silva, Werley e Leandro; Zé Luís, Serginho, Ricardinho (Diego Souza) e Renan Oliveira (Wesley); Diego Tardelli e Magno Alves (Neto Berola)
Técnico: Dorival Júnior

Motivo: 3ª rodada do Campeonato Mineiro
Estádio: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas
Data: sábado, 12/02/2011
Gols: Wellington Paulista, 19min, Diego Tardelli (pên), 23min e 27min, 1ºT; Henrique, 3min; Diego Tardelli, 5min, Neto Berola, 26min, Gil, 40min do 2ºT
Árbitro: Cleisson Veloso Pereira
Assistentes: Márcio Eustáquio Santiago e Helbert Costa Andrade
Cartões amarelos: Leo, Wellington Paulista, Henrique, Fábio, Pablo (Cruzeiro), Diego Tardelli, Leandro, Serginho, Leonardo Silva (Atlético)
Cartões vermelhos: Diego Tardelli (48min do 2ºT)
Pagantes: 9.793
Renda: R$ 267.216,86

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Cruzeiro x Atlético

Nove décadas de rivalidade e paixão
Principal clássico mineiro completa, em 2011, 90 anos. Novo capítulo do encontro entre Atlético e Cruzeiro será escrito neste sábado, na Arena do Jacaré

Clique aqui para conferir imagens de jogos entre Atlético e Cruzeiro ao longo da história

Cruzeiro e Atlético escrevem, neste sábado, às 17h, na Arena do Jacaré, um novo capítulo de uma história que completa 90 anos em 2011. Desde a primeira partida entre os clubes, em 1921, mais de 400 duelos foram travados, a maioria deles em Belo Horizonte, por torneios locais, regionais e nacionais. O primeiro foi um amistoso em 17 de abril de 1921, no antigo Estádio do Prado, em BH, onde hoje é o Batalhão da Polícia Militar, na rua Platina. Então Palestra Itália, o time cruzeirense venceu por 3 a 0, com dois gols de Atílio e um de Nani. Recém-criado, recebeu uma medalha de ouro pelo triunfo sobre o rival, fundado 13 anos antes e que na época dividia o posto de principal clube da cidade com o América.

Embora ainda não fosse o principal clássico de Belo Horizonte à época, o derby teve algumas importantes páginas de sua história escritas em sua primeira década. Foi em 1927 que o Atlético aplicou a maior goleada da história do clássico: 9 a 2, pelo Campeonato Mineiro, chamado Campeonato da Cidade. Na ocasião, o clube palestrino já estava eliminado do torneio e se vencesse provocaria uma decisão entre América e Atlético na última rodada. O Galo atropelou e ficou com o troféu. Anos mais tarde, em entrevista ao Estado de Minas, o atacante do Palestra, Ninão, alegou que os celestes teriam entregado a partida para evitar que o título ficasse mais uma vez com o América, então decacampeão mineiro, de 1916 a 1925.

Era apenas a primeira de muitas polêmicas que ocorreriam na história do clássico. A maior divergência até hoje está relacionada às estatísticas do duelo. De acordo com os números do Galo, foram 467 jogos, com 189 vitórias atleticanas, 123 empates e 155 triunfos azuis. Já nas contas do Cruzeiro são 449 confrontos, com 154 vitórias celestes, 119 empates e 176 triunfos do rival.

O desencontro se deve à política adotada pelos clubes. O Cruzeiro desconsidera amistosos e torneios extraoficiais disputados por times mistos, além de partidas com tempo regulamentar inferior a 90 minutos. Já o Atlético leva em conta os jogos nos quais os times estejam com uniforme oficial, haja arbitragem e seja respeitado o tempo definido pelo regulamento da competição em questão – nos primórdios, a duração das partidas, em alguns casos, era inferior a 90 minutos.

Com o Gigante, o clássico se agiganta

Até os anos 1950, o grande clássico da capital mineira era América x Atlético, times mais antigos e com maior número de títulos estaduais. Foi a partir dos anos 1960, com a inauguração do Mineirão, que o Cruzeiro roubou o posto do Coelho e passou a disputar com o Galo a hegemonia de Minas. Foi também com o Gigante da Pampulha que o clássico tomou grandes proporções de público e renda e passou a ter reconhecimento nacional. O primeiro duelo, em 24 de outubro de 1965, foi vencido pelo Cruzeiro por 1 a 0, com gol de Tostão, e assistido por 47.530 pagantes, público inimaginável para os padrões da torcida mineira à época.

Em pouco tempo, o clássico passou a ter média de público de aproximadamente 90 mil torcedores por partida. O ápice de bilheteria ocorreu no Mineiro de 1969, quando 123.351 pagantes viram o triunfo celeste por 1 a 0 – recorde de público pagante do Mineirão em toda a sua história.

Até mesmo nos jogos disputados no Gigante da Pampulha há diferença nas estatísticas. De acordo com o Cruzeiro, são 218 partidas, sendo 80 vitórias celestes, 69 empates e 69 derrotas. Para o Galo, foram 224 jogos, com 72 vitórias alvinegras, 71 empates e 81 derrotas.

Ídolos e jogos inesquecíveis

Nesses 90 anos, incontáveis craques mostraram seu talento no grande clássico mineiro. O cruzeirense Wilson Piazza disputou 47 – venceu 17, empatou 17 e perdeu 13. Apesar da experiência internacional e dos títulos da Copa do Mundo de 1970, da Libertadores de 1976 e do Brasileiro de 1966, ele confessa que enfrentar o arquirrival sempre teve sabor diferente. “Todo artista gosta de espetáculo com grande público e o clássico sempre carrega multidões aos estádios. Era o jogo que eu nunca queria ficar de fora, mesmo sabendo da dificuldade”.

O argentino Sorín, campeão da Liga dos Campeões pela Juventus e da Libertadores pelo River Plate, disputou oito jogos contra o Galo, também guarda boas recordações. “É um dos clássicos mais bonitos que já presenciei, é um clássico nacional, mas é uma disputa de quem vai ser o dono da região. Meu primeiro jogo foi inesquecível, pelo Brasileiro de 2000, ganhamos por 4 a 2. Perdíamos de 2 a 0 e eu tive a felicidade de fazer o gol da virada”.

O ex-atacante do Galo Dario volta mais de 30 anos no tempo para relembrar seu clássico mais marcante. “Sem dúvida foi pelo Campeonato Mineiro de 1970, quando o Atlético ganhou de 2 a 1. O time do Cruzeiro era uma máquina. Tinha Raul, Natal, Dirceu Lopes, Zé Carlos, Tostão e Piazza. E o Atlético ganhou com dois gols de Dadá, né?”, brinca o jogador, autor de oito gols em 25 confrontos contra o time celeste.

Um dos ídolos recentes da torcida alvinegra, Guilherme balançou as redes cruzeirenses nove vezes com a camisa atleticana e também fez gol no Galo vestindo as cores celestes: marcou dois em partida pelo Mineiro de 2004. Ele, contudo, aponta os jogos pelas quartas de final do Brasileiro de 1999, quando defendia o alvinegro, como os mais especiais: “Principalmente pelas circunstâncias, pois falavam que o Atlético não tinha estrutura e tecnicamente o Cruzeiro era superior. Mas o nosso time estava unido. Por tudo isso e ainda valendo vaga em semifinal de Brasileiro foi inesquecível. Curioso que nesta semana gravei em DVD´s alguns gols que marquei, inclusive esses de 1999. Boas lembranças”.

Clique aqui para conferir o infográfico sobre algumas curiosidades do duelo mineiro

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Guarani bate Democrata-GV e assume a ponta no Campeonato Mineiro


Depois de duas rodadas, o Guarani lidera o Campeonato Mineiro. Nesta segunda-feira, no fechamento da rodada, a equipe de Divinópolis bateu o Democrata por 2 a 0, fora de casa, em Governador Valadares, e chegou aos seis pontos, com vantagem no saldo sobre Atlético e Cruzeiro (tem sete contra quatro de ambos).

Os comandados de José Ângelo chegaram à vitória com dois gols no segundo tempo. O primeiro veio aos dez minutos, com o camisa 10 Luiz Fernando. Aos 44, o lateral-direito Carlos César deixou o dele e deu números finais ao jogo.

Na terceira rodada, o Democrata busca a recuperação, já que tem apenas um ponto. A equipe encara o Tupi, fora de casa, no sábado. Já o Guarani joga em casa contra o Uberaba, no domingo.

Clique Aqui e Veja o Compacto da vitória do Guarani por 2 a 0 sobre o Democrata, em Valadares!