sábado, 12 de fevereiro de 2011

Em tarde de Diego Tardelli, Galo vence clássico emocionante na Arena do Jacaré

Atacante marca três vezes e comanda triunfo alvinegro no primeiro duelo da década


O Atlético levou a melhor no primeiro clássico da década. Mesmo sem a presença da torcida, o Galo venceu por 4 a 3, neste sábado, em grande partida na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, pela terceira rodada do Campeonato Mineiro. O Cruzeiro saiu na frente, com Wellington Paulista, mas os alvinegros viraram no primeiro tempo, com dois gols de Diego Tardelli, um de pênalti. Na etapa final, os celestes igualaram com Henrique, mas os atleticanos garantiram o triunfo com mais um de Tardelli e outro de Neto Berola, na etapa final. Gil ainda descontou no fim.

O clássico comprovou que torcida não ganha jogo. Foi o terceiro confronto entre os rivais que contou com apenas torcedores de uma das equipes, e novamente quem não teve o apoio da massa saiu vencedor. Como no 1 a 0 do Cruzeiro sobre o Galo, no primeiro turno do Brasileiro, na Arena do Jacaré, e nos 4 a 3 do alvinegro sobre os celestes, em Uberlândia, no returno do campeonato nacional, ambos em 2010.

Com o resultado, o Atlético assumiu a liderança provisória do Mineiro, com nove pontos, aproveitamento de 100%, três vitórias em igual número de partidas. Mas o Guarani de Divinópolis poderá retomar a ponta neste domingo, caso vença o Uberaba, em Divinópolis. O Cruzeiro se manteve com seis pontos e se concentrará agora na Copa Libertadores. Na próxima quarta-feira, em Sete Lagoas, o time celeste começará a participação na competição, diante do Estudiantes.

O jogo

Os jogadores dos dois times pareciam não sentir os efeitos do forte calor. O primeiro tempo foi marcado pelos lances em velocidade. O Atlético apostando nas subidas de Leandro e Magno Alves, pelo lado esquerdo do ataque. E o Cruzeiro com os deslocamentos rápidos pelo meio, com a participação de Thiago Ribeiro na direita.

O ponto forte do Cruzeiro estava no bom entrosamento do meio-campo. Henrique deixava o setor defensivo e era presença constante no ataque. Já o Atlético apostava na velocidade, com Magno Alves e Diego Tardelli, além das chegadas de Renan Oliveira. Depois dos 15min, o clássico ganhou em emoção. Primeiro, com o gol de Wellington Paulista, abrindo o placar. Aos 19, ele dominou a bola na área e, com tranquilidade, tirou do alcance de Renan Ribeiro: 1 a 0.

Como todo clássico tem lances polêmicos, o deste sábado também foi marcado por uma jogada discutível. Foi assim no empate do Atlético, em um pênalti marcado pelo árbitro, depois de cobrança de escanteio de Ricardinho. Na cobrança, aos 23, Diego Tardelli bateu no canto direito e deslocou Fábio, que pulou para o outro lado. Os cruzeirenses começaram a ficar irritados com a arbitragem, enquanto os atleticanos trataram de aproveitar o momento para virar. E foi rápido. Aos 27, Jackson iniciou a jogada e Diego Tardelli surgiu de repente, nas costas de Leo, para superar Fábio: 2 a 1.

O time celeste tentou reagir, mas encontrou uma barreira no goleiro Renan Ribeiro, que pegou chutes de Gilberto e Diego Renan. E quando ele não conseguiu defender, a trave impediu o gol. A verdade é que o segundo gol do Atlético aumentou a irritação dos cruzeirenses, principalmente em função da comemoração de Diego Tardelli. O árbitro Cleisson Veloso teve trabalho para conduzir a partida até o fim do primeiro tempo. Tanto que Wellington Paulista deixou o campo discutindo com Tardelli. Ânimos acirrados, promessa de grande segunda etapa.

Emoção até o fim

E foi o que ocorreu. O segundo tempo começou eletrizante, com gols e muita movimentação das duas equipes. O Cruzeiro empatou aos 3min, com Henrique, que superou dois marcadores e tocou à esquerda de Renan Ribeiro. Mas o Atlético não se intimidou e ficou novamente à frente do placar. Aos 5, Diego Tardelli recebeu perto da área e girou rápido para mandar a bola no canto direito de Fábio: 3 a 2.

Com Roger em campo, o Cruzeiro buscava se reequilibrar para chegar ao empate no toque de bola. Já o Atlético era ameaçador nos contragolpes. E foi em um lance desse tipo que Renan Oliveira teve a bola para matar o clássico. Mas Fábio saiu muito bem e levou a melhor. Do lado celeste, Montillo comandava o time, mas a defesa alvinegra estava bem. Dorival Júnior mexeu, tirou Magno Alves e pôs Neto Berola, procurando aumentar a velocidade. E a alteração foi acertada, pois o veloz atacante incendiou a partida.

Aos 26, em ótimo passe de Ricardinho, Neto Berola entrou como um foguete na área, driblou Fábio e rolou para as redes. O quarto gol arrefeceu o ânimo dos torcedores, mas não o Cruzeiro, que continuou lutando bravamente em busca da reação. Mesmo se arriscando a levar mais contragolpes, o time celeste não tinha outra alternativa a não ser se expor. O Galo recuou perigosamente e o time celeste diminuiu aos 40, com Gil. Em seguida, a trave salvou o alvinegro em cabeçada de Wellington Paulista. Com emoção até o fim, os alvinegros resistiram ao sufoco e garantiram a importante vitória para embalar o time neste começo de temporada.

CRUZEIRO 3 X 4 ATLÉTICO

CRUZEIRO

Fábio; Pablo, Leo (Edcarlos), Gil e Diego Renan (Wallyson); Leandro Guerreiro, Henrique, Gilberto (Roger) e Montillo; Thiago Ribeiro e Wellington Paulista
Técnico: Cuca

ATLÉTICO

Renan Ribeiro; Jackson, Leonardo Silva, Werley e Leandro; Zé Luís, Serginho, Ricardinho (Diego Souza) e Renan Oliveira (Wesley); Diego Tardelli e Magno Alves (Neto Berola)
Técnico: Dorival Júnior

Motivo: 3ª rodada do Campeonato Mineiro
Estádio: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas
Data: sábado, 12/02/2011
Gols: Wellington Paulista, 19min, Diego Tardelli (pên), 23min e 27min, 1ºT; Henrique, 3min; Diego Tardelli, 5min, Neto Berola, 26min, Gil, 40min do 2ºT
Árbitro: Cleisson Veloso Pereira
Assistentes: Márcio Eustáquio Santiago e Helbert Costa Andrade
Cartões amarelos: Leo, Wellington Paulista, Henrique, Fábio, Pablo (Cruzeiro), Diego Tardelli, Leandro, Serginho, Leonardo Silva (Atlético)
Cartões vermelhos: Diego Tardelli (48min do 2ºT)
Pagantes: 9.793
Renda: R$ 267.216,86

Um comentário:

  1. Esse primeiro clássico mostrou que, no momento, o Atlético está melhor que o Cruzeiro. Quando quis jogar, o Atlético foi melhor na partida. Atuando no 4-2-2-2 (quadrado no meio-campo), Dorival Jr. segurou os laterais do Atlético na defesa e liberou Ricardinho e Renan Ribeiro para armar as jogadas e puxar os contra-ataques. O 4-2-3-1 de Cuca tem se mostrado ineficiente. O 4-1-4-1 que ele montou no segundo tempo parece mais adequado aos jogadores disponíveis. Mas, nesse caso, teria que escolher um volante e abrir mão dos outros.

    http://www.esquemastaticos.com.br/2011/02/cruzeiro-3x4-atletico-campeonato.html

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