terça-feira, 17 de maio de 2011

CRUZEIRO ESPORTE CLUBE CAMPEÃO MINEIRO 2011

Cruzeiro vence o Atlético por 2 a 0 e é o campeão mineiro de 2011

Time celeste joga no ataque e derrota o arquirrival na Arena do Jacaré


Confira as imagens da comemoração celeste em Sete Lagoas

Na Arena do Jacaré totalmente tomada pelos torcedores do Cruzeiro, a festa foi azul. O time da Toca da Raposa, que vinha de eliminação precoce na Copa Libertadores e que perdeu o confronto de ida para o Galo por 2 a 1, mostrou poder de reação, jogou para ser campeão mineiro e alcançou o objetivo neste domingo, ao vencer por 2 a 0. A forte marcação atleticana suportou até aos 30 minutos do segundo tempo, quando Wallyson abriu o placar. Aos 41, Gilberto selou a conquista.

Galeria de fotos: veja os lances da vitória do Cruzeiro diante do Atlético

Defesas levam a melhor nos 45 minutos iniciais

Como já era esperado, coube ao Cruzeiro buscar o ataque. Com maior movimentação e imprimindo velocidade, o time da Toca da Raposa ameaçou mais. Porém, pouco espaço encontrou para finalizar.

Já o Atlético não foi bem ofensivamente. Diferentemente do prometido durante a semana, o Galo não foi agressivo. Recuado, o Galo segurou o rival, mas não acertou a ligação entre o meio-campo e o ataque.

Nos primeiros 20 minutos, ninguém conseguiu concluir com perigo. A primeira chance só surgiu aos 22 minutos, quando Thiago Ribeiro cruzou e Roger completou. O goleiro atleticano Renan Ribeiro defendeu. A resposta do Atlético foi com Mago Alves, mas o chute saiu longe do gol. O Cruzeiro continuou em cima. Numa cobrança de falta de Roger, Renan Ribeiro fez outra boa defesa.

Somente aos 32 minutos, o Galo encaixou um contragolpe. Renan Oliveira lançou Magno Alves, que foi travado no momento da finalização.

Ao final do primeiro tempo, o armador Roger analisou o jogo: “A gente sabia que ia encontrar isso. Estamos jogando contra um paredão, temos que martelar para ver se uma hora a gente quebra o paredão. Temos mais 45 minutos para fazer o gol”, disse.

Já o meia-atacante Mancini destacou: “Não jogamos bem na parte ofensiva, defensivamente fomos bem”, disse. “Agora temos de manter a posse de bola, mostrar tranquilidade e personalidade no segundo tempo.”

Prêmio ao time que buscou o gol

O Atlético voltou com duas alterações. Saíram Renan Oliveira e Mancini para as entradas de Leleu e Richarlyson. Mas a postura continuou defensiva.

Já o Cruzeiro foi só ataque. Lamentou dois lances. Aos seis minutos, depois do escanteio, Gil cabeceou e a bola saiu raspando. Cinco minutos depois, Thiago Ribeiro rolou para Roger, que bateu rente à trave.

Mesmo recuado, o Atlético teve chances, ambas com Magno Alves, aproveitando erros da defesa celeste. Na primeira, ele chutou forte e Fábio defendeu. Na segunda, aos 28 minutos, a melhor oportunidade da partida. O atacante recebeu livre, cara a cara com Fábio, mas demorou a chutar, perdendo a bola.


Dois minutos depois, o Galo pagou caro. De tanto insistir, o Cruzeiro foi premiado. Wallyson fez boa jogada e bateu no canto para abrir o placar e explodir a Arena do Jacaré totalmente tomada por cruzeirenses.

A partir daí, o jogo mudou. O Atlético foi para o ataque e o Cruzeiro armou o contragolpe. Os celestes por pouco não ampliaram, aos 35, quando Wallyson chutou forte e Renan Ribeiro espalmou. Aos 41 minutos, Serginho fez falta dura em Thiago Ribeiro e, já amarelado, acabou expulso.

No minuto seguinte, o Cruzeiro selou sua conquista. Na cobrança de falta, Gilberto mandou a bomba e a festa azul tomou conta da Arena. Nem mesmo a expulsão de Gilberto, aos 44 minutos, diminuiu a alegria cruzeirense. Depois de substituído, Roger também recebeu o cartão vermelho. Final: 2 a 0.

CRUZEIRO X ATLÉTICO


CRUZEIRO
Fábio; Leandro Guerreiro, Victorino, Gil e Everton (André Dias, 18min 2ºT); Marquinhos Paraná, Henrique (Fabrício, 27min 2ºT), Roger (Leo, 32min 2ºT) e Gilberto; Thiago Ribeiro e Wallyson.
Técnico: Cuca

ATLÉTICO
Renan Ribeiro; Patric, Réver, Leonardo Silva e Guilherme Santos (Bernard, 13min 2ºT); Serginho, Fillipe Soutto, Giovanni e Renan Oliveira (Leleu, intervalo); Magno Alves e Mancini (Richarlyson, intervalo)
Técnico: Dorival Júnior

Motivo: Joga de volta da decisão do Campeonato Mineiro
Estádio: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas
Data: 15 de maio de 2011

Gols: Wallyson, 30min 2ºT, Gilberto, 41min 2ºT

Árbitro: Wilson Luiz Seneme (Fifa-SP)
Assistentes: Emerson de Augusto Carvalho (Fifa-SP) e Marcelo Carvalho Van Gasse (Fifa/SP)

Cartão amarelo: Leonardo Silva, Mancini, Bernard (ATL); Victorino, Gil, Gilberto, Leandro Guerreiro (CRU)
Cartão vermelho: Serginho (ATL); Gilberto, Roger (CRU)

Público: 17.384 pagantes
Renda: R$ 293.414, 00

terça-feira, 10 de maio de 2011

Atlético sai na frente, faz 2 a 1 e inverte vantagem do Cruzeiro na decisão

Time celeste perde primeiro duelo e precisa ganhar segundo clássico, no domingo


O Atlético saiu na frente no primeiro duelo da decisão do Campeonato Mineiro. Mais efetivo no primeiro tempo, o Galo derrotou o Cruzeiro por 2 a 1, neste domingo, na Arena do Jacaré, e ficou a um empate de conquistar o bi estadual. Mancini e Patric fizeram os gols do alvinegro, enquanto Wallyson descontou para os celestes. Além de ficar mais perto de conquistar o troféu pela 41ª vez, o time atleticano quebrou um tabu envolvendo os últimos clássicos. Foi o primeiro triunfo de um mandante no principal dérbi regional, em quatro confrontos com torcida única.

VEJA AS IMAGENS DO CLÁSSICO

Para se recuperar e conquistar o 37º título estadual, o Cruzeiro precisa vencer por um gol de diferença o jogo da volta, no próximo domingo, novamente em Sete Lagoas. No segundo e decisivo duelo, a exemplo do clássico deste domingo, quando só a torcida do Galo teve acesso ao estádio, será a vez de os cruzeirenses atuarem com o apoio dos torcedores.

O Atlético quebrou um tabu que durou nos três últimos clássicos, sem o Mineirão. Pela primeira vez, o time mandante, atuando com torcida única, conseguiu derrotar o arquirrival. Até então, Cruzeiro e Galo venceram com torcida contra, sendo dois triunfos alvinegros e um celeste. Dessa vez, os atleticanos souberam aproveitar o apoio da massa, seguraram a pressão do adversário no segundo tempo e conquistaram importante vitória.

O jogo

Aproveitando o fato de jogar com o apoio maciço da torcida, o Atlético foi para cima e quase abriu o placar logo no primeiro minuto. Mancini tocou para Magno Alves, a defesa celeste parou e Fábio saiu bem, atrapalhando a conclusão do atacante. Estava desenhada ali a estratégia do Galo: chegar com velocidade às laterais, já que o adversário tinha dois jogadores improvisados, Pablo, na direita, e Everton, na esquerda.

O Atlético manteve o ritmo nos primeiros minutos e saiu na frente aos 4min, em jogada que Mancini recebeu falta pela esquerda, aparecendo bem nas costas de Pablo. O próprio Mancini cobrou e mandou a bola para as redes de Fábio, que ficou apenas assistindo e não esboçou reação: 1 a 0.

O gol deixou a torcida ainda mais animada, mas o Cruzeiro, experiente, não se abalou. Procurou sair jogando ao seu estilo, dominando o meio-campo na base do toque de bola. O time celeste começou a incomodar mais os alvinegros, como no chute de Gilberto, bem defendido por Renan. Os azuis cresceram na partida, aproveitando os espaços deixados pelos volantes atleticanos.

Montillo começou a aparecer mais e levou o Cruzeiro ao empate. Aos 26min, ele puxou contra-ataque pelo meio e deixou Wallyson em condições de marcar. O atacante dominou e chutou no canto direito de Renan Ribeiro: 1 a 1. Foi o suficiente para parte da torcida do Galo eleger como ‘alvo’ o lateral-direito Patric, vaiado quando era acionado.



O Cruzeiro tentou manter o predomínio no meio-campo, mas a defesa celeste se complicou em alguns lances e dava sinais de insegurança. Em várias ocasiões, os atacantes alvinegros surgiam na frente de Fábio. E foi em um lance desse tipo que o Galo voltou a ficar em vantagem. Aos 36min, Magno Alves, que apareceu com bons passes no primeiro tempo, descobriu Patric penetrando livre pela direita. O lateral chutou cruzado, à direita de Fábio, e calou as vaias da torcida com o segundo gol alvinegro: 2 a 1.

O jogo ficou parado em alguns instantes, depois que Wallyson foi atingido por um objeto que veio das cadeiras. Quando a partida recomeçou, o panorama não mudou. O Atlético continuou insistindo nas laterais, enquanto o Cruzeiro procurava chegar no toque de bola. Na última oportunidade, Mancini recebeu na entrada da área e chutou forte, por sobre o gol de Fábio.

Segundo tempo

O Cruzeiro voltou a campo com uma alteração. Cuca mandou a campo Leandro Guerreiro, sacando Pablo, que saiu contundido. A substituição até surtiu efeito, já que o time celeste reforçou a marcação pelo lado direito da defesa, setor bem explorado pelo Galo no primeiro tempo. Os azuis aumentaram o ritmo em busca do empate, enquanto os alvinegros retornaram sem o mesmo ímpeto da etapa inicial, procurando cuidar mais do combate.

Mais seguro, o Cruzeiro atacou mais, mas sem levar muito perigo ao gol de Renan Ribeiro. Do lado atleticano, Mancini e Magno Alves já não conseguiam incomodar como no primeiro tempo. A tática do Galo ainda era explorar os contragolpes, mas faltava um homem de área para concluir os lances. Tanto que Dorival Júnior apostou na velocidade de Neto Berola, lançado no lugar de Magno Alves. A ordem era ter uma opção para jogar pelos flancos.

Cuca mexeu novamente, trocando Ortigoza por Fabrício, que entrou em campo disposto a arrumar confusão, por causa das provocações e entradas mais ríspidas. O Cruzeiro teve mais posse de bola, mas sem objetividade, já que não conseguia penetrar na defesa adversária. Na melhor oportunidade, Gilberto acertou a trave de Renan Ribeiro e Montillo não aproveitou o rebote. Em outra chegada perigosa dos azuis, Wallyson desviou de cabeça, mas não o suficiente para vencer Renan Ribeiro, que defendeu firme. O time celeste ainda perdeu o argentino Montillo, expulso depois de falta mais forte em Giovanni.

ATLÉTICO 2 X 1 CRUZEIRO


Atlético: Renan Ribeiro; Patric, Réver, Leonardo Silva e Guilherme Santos; Serginho, Fillipe Soutto, Giovanni e Bernard (Daniel Carvalho); Mancini (Wendel) e Magno Alves (Neto Berola)
Técnico: Dorival Júnior

Cruzeiro: Fábio; Pablo (Leandro Guerreiro), Gil, Victorino e Everton; Marquinhos Paraná, Henrique, Gilberto (Dudu) e Montillo; Ortigoza (Fabrício) e Wallyson
Técnico: Cuca

Motivo: primeiro jogo da final do Estadual
Estádio: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas
Data: domingo, 8 de maio
Gols: Mancini, 4min, Wallyson, 26, Patric, 34min do 1ºT
Árbitro: Paulo César de Oliveira (Fifa-SP)
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho (Fifa-SP) e Roberto Braatz (Fifa-PR)
Cartões amarelos: Serginho, Neto Berola (ATL); Ortigoza, Fabrício (CRU)
Cartão vermelho: Montillo
Pagantes: 17.729
Renda: R$ 120.640

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Cruzeiro goleia de novo e vai com moral e vantagem para a decisão do Mineiro

O 11º triunfo seguido no ano teve gols de Edcarlos (2), Pedro Ken, Dudu e Farías


Com mais uma goleada, dessa vez por 5 a 1, o Cruzeiro confirmou neste domingo, na Arena do Jacaré, sobre o América-TO, a sua passagem à decisão do Campeonato Mineiro, quando terá como adversário o arquirrival Atlético. No jogo de ida, realizado em Teófilo Otoni, os celestes já haviam vencido por 8 a 1. O 11º triunfo seguido teve gols de Edcarlos (2), Pedro Ken, Dudu e Farías.

O zagueiro Rodrigo Sena descontou para a equipe do Vale do Mucuri.

Mesmo jogando com apenas dois titulares, o Cruzeiro foi amplamente superior ao adversário e mostrou entrosamento de equipe titular. A vitória avalizou mais uma vez a força do elenco.

Com essa nova goleada, o Cruzeiro vai à decisão com moral. O time dirigido por Cuca ainda terá a vantagem de jogar por dois empates ou vitória e derrota pelo mesmo saldo de gols, uma vez que fez a melhor campanha na fase de classificação do Estadual.

Vitória sai dos gols de Roger

Mesmo contando com apenas dois titulares, o Cruzeiro foi melhor no primeiro tempo e conseguiu envolver o América-TO com boas trocas de passes. Até os 15 minutos, três chances foram criadas, duas com o argentino Farías e uma com o paraguaio Ortigoza.

No entanto, os dois gols cruzeirenses saíram de jogadas de ‘bola parada’. Aos 17, Roger cobrou escanteio da direita, Pedro Ken escorou e o zagueiro Edcarlos completou para as redes: 1 a 0.

Aos 21 minutos, o meia Roger levantou a bola na área, em cobrança de falta, novamente pela direita, e o volante Pedro Ken marcou no canto direito de Fábio Noronha, após desvio de cabeça: 2 a 0.

Depois do segundo gol cruzeirense, o América-TO se arriscou mais e conseguiu marcar, também em lance de falta pela direita. Depois da cobrança, o zagueiro Rodrigo Sena se antecipou ao zagueiro e ao goleiro Rafael, que saiu mal pelo alto, e concluiu de cabeça: 2 a 1.

A partida perdeu um pouco de velocidade no primeiro do primeiro tempo e os times só voltaram a ter chances no fim. Aos 43, Roger recebeu passe de Farías e arrematou à direita de Fábio Noronha. O América respondeu aos 44, com chute perigoso de Bruno Barros.

Vitória se transforma em nova goleada

O Cruzeiro voltou a campo com Leandro Guerreiro no lugar de Marquinhos Paraná, que já tinha cartão amarelo. No América-TO, o goleiro Eládio substituiu Fábio Noronha, contundido no ombro.

O terceiro gol cruzeirense saiu após nova falta cobrada por Roger, da direita. Ele levantou na área e o zagueiro Edcarlos marcou o mais belo gol da partida, com um chute de voleio, no canto direito: 3 a 1.


Aos cinco minutos, o árbitro pernambucano Cláudio Luciano Mercante Júnior expulsou o lateral-esquerdo Bruno Barros, do América, por atingir o meia Dudu, do Cruzeiro, com uma bolada no peito. No mesmo lance, o jogador cruzeirense foi advertido.

O Cruzeiro seguiu soberano, tocando bem a bola e criando seguidas chances. Farías era muito acionado e acertou mais duas bolas na trave, uma em impedimento e outra após falta no goleiro Eládio.

Se não marcou, ao menos o argentino contribuiu com o gol mais bonito da partida, numa bela troca de passes de primeira na entrada da área. Na jogada iniciada por Dudu, a bola ainda passou pelos pés de Pedro Ken. Farías foi autor de assistência. Com o gol aberto, Dudu só teve o trabalho de completar para as redes de Eládio: 4 a 1.

Logo após o gol, Gilberto substituiu Roger no Cruzeiro. Henrique ganhou a vaga de Kássio no América. Instantes depois, o atacante André Dias substituiu o volante/meia Pedro Ken, que atuou bem.

Aos 29 minutos, Gilberto assustou o goleiro com chute na trave esquerda.

A vitória foi completada, com justiça, com gol de Farías, que lutou todo o tempo. Dudu fez jogada individual pela direita aos 44, cruzou na boca do gol e o argentino desviou com categoria: 5 a 1. (UAI)

CRUZEIRO 5 X 1 AMÉRICA-TO

Cruzeiro
Rafael; Diego Renan; Leo, Edcarlos e Everton; Marquinhos Paraná (Leandro Guerreiro, intervalo), Pedro Ken (André Dias, 30min 2ºT), Roger (Gilberto, 28min 2ºT) e Dudu; Ortigoza e Farías.
Técnica: Cuca
América-TO
Fábio Noronha (Eládio, intervalo); Osvaldir, Junior Pereira, Rodrigo Sena e Bruno Barros; Araújo, Luizinho, Kássio (Henrique, 28min 2ºT) e Wellington Bruno; Chris e Leandrinho (Flavinho, 17min 2ºT).
Técnico: Gilmar Estevam

Motivo: Jogo de volta da semifinal do Campeonato Mineiro
Estádio: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG)
Data: 1º de maio, domingo, às 16h (de Brasília)

Gols:
Edcarlos (Cruzeiro), 17min 1ºT
Pedro Ken (Cruzeiro), 21min 1ºT (de cabeça)
Rodrigo Sena (América-TO), 24min 1ºT (de cabeça)
Edcarlos (Cruzeiro), 3min 2ºT
Dudu (Cruzeiro), 27min 2ºT
Ernesto Farías (Cruzeiro), 44min 2ºT

Árbitro: Cláudio Luciano Mercante Júnior (CBF/PE)
Auxiliares: Cleriston Clay Barreto Rios (CBF/SE) e Fábio Pereira (CBF/TO)

Cartão amarelo:
Kássio (América-TO), 21min 1ºT
Marquinhos Paraná (Cruzeiro), 27min 1ºT
Dudu (Cruzeiro), 5min 2ºT
Everton (Cruzeiro), 8min 2ºT

Cartão vermelho:
Bruno Barros (América-TO), 5min 2ºT (direto)

Pagantes: 4.037
Renda: R$ 35.469,43

Galo carimba vaga na decisão com nova vitória de virada sobre o América

Alvinegro vence por 2 a 1 e confirma classificação à final do Campeonato Mineiro


O Atlético é finalista do Campeonato Mineiro. E não precisou fazer uso da vantagem adquirida no jogo de ida contra o América. Depois de vencer por 3 a 1 no domingo passado, o Galo voltou a derrotar o rival neste sábado, novamente de virada, mas desta vez por 2 a 1, na Arena do Jacaré. Na decisão, o Alvinegro só não fará o clássico com o Cruzeiro se ocorrer um milagre neste domingo. O arquirrival atleticano só perder a vaga se for derrotada pelo América-TO por diferença de oito ou mais gols.

Galo segura o Coelho

Consciente, o Atlético soube administrar a vantagem. Segurou o América, sem dar espaços para o rival trabalhar a bola. E o Alvinegro foi além da boa postura defensiva. Com a bola dominada, o time não ficou tocando de lado. Como havia prometido durante a semana, o Galo não se acomodou com a vantagem, procurou sair para o ataque, acionando Mancini e Magno Alves.

Aos seis e sete minutos, a equipe atleticana criou as primeiras chances, em chutes de Mancini e Serginho. Aos 12, foi a vez de Magno Alves perder boa oportunidade, ao bater por cima do gol. A melhor chance do Atlético foi aos 23 minutos, quando Mancini driblou Micão e bateu na saída de Flávio, que fez grande defesa. Aos 32, o goleiro foi novamente exigido, num chute de Fillipe Soutto de fora da área.

Lento e sem conseguir penetrar na área alvinegra, o América só levou perigo na bola parada. Aos 35 minutos, o goleiro Renan Ribeiro espalmou para escanteio na finalização de cabeça depois da cobrança de falta na área. Aos 44, após o escanteio, Renan Ribeiro não cortou e Eliandro quase fez de cabeça.

Expulsão relâmpago não desestabiliza o Galo


O roteiro da partida ganhou novo ingrediente aos 20 segundos, tempo total da presença do volante Richarlyson em campo. Ele entrou no lugar de Renan Oliveira e acabou expulso no primeiro lance. Saiu de campo revoltado: “O Sheslon fez a falta em mim, eu falei 'Abade, foi falta'. Ele foi e me expulsou”.

O América cresceu no jogo e abriu o placar aos 14 minutos. Depois do lançamento na área, Guilherme Santos não percebeu Sheslon na jogada e deixou a bola passar. O lateral tocou de cabeça e Luciano completou para as redes.

Porém, o Atlético não se desestabilizou. Mesmo com um jogador a menos em campo, foi para o ataque. Aos 19 minutos, empatou. Giovanni Augusto fez ótima jogada e deixou a bola para Magno Alves. O artilheiro girou e mandou para as redes. Dois minutos depois, a virada. No contra-ataque, Serginho foi lançado, invadiu a área e bateu na saída de Flávio: 2 a 1.

ATLÉTICO X AMÉRICA

ATLÉTICO
Renan Ribeiro; Patric, Werley, Réver e Guilherme Santos; Serginho, Fillipe Soutto, Giovanni Augusto e Renan Oliveira (Richarlyson, intervalo / expulso); Mancini (Neto Berola, 45min 1º) e Magno Alves (Leleu, 38min 2ºT).
Técnico: Dorival Júnior

AMÉRICA
Flávio; Sheslon, Gabriel, Micão e Rodrigo (Daniel Lovinho); Leandro Ferreira, Luís Ricardo (Luciano, 38min 1ºT), Camilo (Moisés, 26min 2ºT) e Irênio; Eliandro e Fábio Júnior.
Técnico: Mauro Fernandes.

Motivo: Jogo de volta da semifinal do Campeonato Mineiro
Estádio: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas
Data: 30 de abril de 2011

Gols: Luciano, 14min 2ºT; Magno Alves, 19min 2ºT; Serginho, 21min 2ºT

Árbitro: Cléber Wellington Abade (SP)
Assistentes: Bruno Boschilia (PR) e Thiago Gomes Brígido (CE)

Cartão amarelo: Renan Oliveira, Neto Berola (ATL); Camilo, Irênio, Moisés (AME)
Cartão vermelho: Richarlyson, 20 segundos 2ºT (ATL)

Pagantes: 16.132
Renda: R$ 79.142,00