terça-feira, 10 de maio de 2011

Atlético sai na frente, faz 2 a 1 e inverte vantagem do Cruzeiro na decisão

Time celeste perde primeiro duelo e precisa ganhar segundo clássico, no domingo


O Atlético saiu na frente no primeiro duelo da decisão do Campeonato Mineiro. Mais efetivo no primeiro tempo, o Galo derrotou o Cruzeiro por 2 a 1, neste domingo, na Arena do Jacaré, e ficou a um empate de conquistar o bi estadual. Mancini e Patric fizeram os gols do alvinegro, enquanto Wallyson descontou para os celestes. Além de ficar mais perto de conquistar o troféu pela 41ª vez, o time atleticano quebrou um tabu envolvendo os últimos clássicos. Foi o primeiro triunfo de um mandante no principal dérbi regional, em quatro confrontos com torcida única.

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Para se recuperar e conquistar o 37º título estadual, o Cruzeiro precisa vencer por um gol de diferença o jogo da volta, no próximo domingo, novamente em Sete Lagoas. No segundo e decisivo duelo, a exemplo do clássico deste domingo, quando só a torcida do Galo teve acesso ao estádio, será a vez de os cruzeirenses atuarem com o apoio dos torcedores.

O Atlético quebrou um tabu que durou nos três últimos clássicos, sem o Mineirão. Pela primeira vez, o time mandante, atuando com torcida única, conseguiu derrotar o arquirrival. Até então, Cruzeiro e Galo venceram com torcida contra, sendo dois triunfos alvinegros e um celeste. Dessa vez, os atleticanos souberam aproveitar o apoio da massa, seguraram a pressão do adversário no segundo tempo e conquistaram importante vitória.

O jogo

Aproveitando o fato de jogar com o apoio maciço da torcida, o Atlético foi para cima e quase abriu o placar logo no primeiro minuto. Mancini tocou para Magno Alves, a defesa celeste parou e Fábio saiu bem, atrapalhando a conclusão do atacante. Estava desenhada ali a estratégia do Galo: chegar com velocidade às laterais, já que o adversário tinha dois jogadores improvisados, Pablo, na direita, e Everton, na esquerda.

O Atlético manteve o ritmo nos primeiros minutos e saiu na frente aos 4min, em jogada que Mancini recebeu falta pela esquerda, aparecendo bem nas costas de Pablo. O próprio Mancini cobrou e mandou a bola para as redes de Fábio, que ficou apenas assistindo e não esboçou reação: 1 a 0.

O gol deixou a torcida ainda mais animada, mas o Cruzeiro, experiente, não se abalou. Procurou sair jogando ao seu estilo, dominando o meio-campo na base do toque de bola. O time celeste começou a incomodar mais os alvinegros, como no chute de Gilberto, bem defendido por Renan. Os azuis cresceram na partida, aproveitando os espaços deixados pelos volantes atleticanos.

Montillo começou a aparecer mais e levou o Cruzeiro ao empate. Aos 26min, ele puxou contra-ataque pelo meio e deixou Wallyson em condições de marcar. O atacante dominou e chutou no canto direito de Renan Ribeiro: 1 a 1. Foi o suficiente para parte da torcida do Galo eleger como ‘alvo’ o lateral-direito Patric, vaiado quando era acionado.



O Cruzeiro tentou manter o predomínio no meio-campo, mas a defesa celeste se complicou em alguns lances e dava sinais de insegurança. Em várias ocasiões, os atacantes alvinegros surgiam na frente de Fábio. E foi em um lance desse tipo que o Galo voltou a ficar em vantagem. Aos 36min, Magno Alves, que apareceu com bons passes no primeiro tempo, descobriu Patric penetrando livre pela direita. O lateral chutou cruzado, à direita de Fábio, e calou as vaias da torcida com o segundo gol alvinegro: 2 a 1.

O jogo ficou parado em alguns instantes, depois que Wallyson foi atingido por um objeto que veio das cadeiras. Quando a partida recomeçou, o panorama não mudou. O Atlético continuou insistindo nas laterais, enquanto o Cruzeiro procurava chegar no toque de bola. Na última oportunidade, Mancini recebeu na entrada da área e chutou forte, por sobre o gol de Fábio.

Segundo tempo

O Cruzeiro voltou a campo com uma alteração. Cuca mandou a campo Leandro Guerreiro, sacando Pablo, que saiu contundido. A substituição até surtiu efeito, já que o time celeste reforçou a marcação pelo lado direito da defesa, setor bem explorado pelo Galo no primeiro tempo. Os azuis aumentaram o ritmo em busca do empate, enquanto os alvinegros retornaram sem o mesmo ímpeto da etapa inicial, procurando cuidar mais do combate.

Mais seguro, o Cruzeiro atacou mais, mas sem levar muito perigo ao gol de Renan Ribeiro. Do lado atleticano, Mancini e Magno Alves já não conseguiam incomodar como no primeiro tempo. A tática do Galo ainda era explorar os contragolpes, mas faltava um homem de área para concluir os lances. Tanto que Dorival Júnior apostou na velocidade de Neto Berola, lançado no lugar de Magno Alves. A ordem era ter uma opção para jogar pelos flancos.

Cuca mexeu novamente, trocando Ortigoza por Fabrício, que entrou em campo disposto a arrumar confusão, por causa das provocações e entradas mais ríspidas. O Cruzeiro teve mais posse de bola, mas sem objetividade, já que não conseguia penetrar na defesa adversária. Na melhor oportunidade, Gilberto acertou a trave de Renan Ribeiro e Montillo não aproveitou o rebote. Em outra chegada perigosa dos azuis, Wallyson desviou de cabeça, mas não o suficiente para vencer Renan Ribeiro, que defendeu firme. O time celeste ainda perdeu o argentino Montillo, expulso depois de falta mais forte em Giovanni.

ATLÉTICO 2 X 1 CRUZEIRO


Atlético: Renan Ribeiro; Patric, Réver, Leonardo Silva e Guilherme Santos; Serginho, Fillipe Soutto, Giovanni e Bernard (Daniel Carvalho); Mancini (Wendel) e Magno Alves (Neto Berola)
Técnico: Dorival Júnior

Cruzeiro: Fábio; Pablo (Leandro Guerreiro), Gil, Victorino e Everton; Marquinhos Paraná, Henrique, Gilberto (Dudu) e Montillo; Ortigoza (Fabrício) e Wallyson
Técnico: Cuca

Motivo: primeiro jogo da final do Estadual
Estádio: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas
Data: domingo, 8 de maio
Gols: Mancini, 4min, Wallyson, 26, Patric, 34min do 1ºT
Árbitro: Paulo César de Oliveira (Fifa-SP)
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho (Fifa-SP) e Roberto Braatz (Fifa-PR)
Cartões amarelos: Serginho, Neto Berola (ATL); Ortigoza, Fabrício (CRU)
Cartão vermelho: Montillo
Pagantes: 17.729
Renda: R$ 120.640

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